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Mulher vendia terrenos irregulares e foi presa quando aplicava mais um golpe

A mulher iria receber dinheiro de uma das vítimas quando foi presa em flagrante; ela ainda tentou se livrar da prisão oferecendo R$ 10 mil aos policiais

Mulher vendia terrenos irregulares e foi presa quando aplicava mais um golpe

Mulher vendia terrenos irregulares e foi presa quando aplicava mais um golpe (Antonio Menezes)

A estelionatária Mara Melo Correa, 24, foi presa em flagrante por policiais do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP) nas dependências da agência da Caixa Econômica Federal (CEF), no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, onde ela estava para receber R$ 14 mil de um advogado para quem ela havia vendido irregularmente um terreno, localizado no loteamento Águas Claras, Zona Norte. Mara ainda tentou se livrar da prisão oferecendo R$ 10 mil aos policiais.

Ela foi autuada em flagrante pelos crimes contra a administração pública, venda de terreno irregular e estelionato. Por volta das 10h ela foi encaminhada à cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida 7 de Setembro, Centro.

A prisão aconteceu por volta das 13h de terça-feira. O delegado Rodrigo Bona informou que Mara estava sendo investigada há 40 dias devido a denúncias que chegaram ao 27º DIP informando que ela estava fazendo vendas irregulares de terrenos. A mesma já respondia dois processos na Justiça pelo mesmo crime.

Em depoimento ela confessou o crime e demonstrou frieza. Ela chegou a confessar que vinha aplicando o golpe há aproximadamente dois anos  por ser uma forma fácil de ganhar dinheiro, e que acumulou bens e aprendeu “a arte de aplicar o golpe da venda irregular de terras” com o ex-companheiro, Raimundo Nonato de Souza, que ela confessou ter assassinado com uma facada durante uma briga por causa de dinheiro.

A criminosa declarou ainda que por conta da venda irregular de terrenos ela tinha uma renda mensal de R$ 10 mil e assim que ganhar liberdade vai voltar à prática criminosa. Segundo a mulher, para conseguir os terrenos ela saía andando pela cidade procurando terrenos abandonados. Quando encontrava, pedia informações dos vizinhos sobre os donos das áreas e, em seguida anunciava a venda em jornais como se fosse a proprietária.

As negociações eram sempre feitas por telefone e para cada venda ela usava um chip diferente, que era destruído assim que a venda do imóvel era concretizada. Assim ela descartava a possibilidade de ser encontrada pelas vítimas ao descobrirem que tinham sido enganadas.

A polícia tem informações de um caso em que a criminosa vendeu o mesmo terreno para quatro pessoas. Ao ser apresentada, a suspeita não quis dar declarações sobre o caso.

Homicídio

De acordo com a polícia  o homicídio praticado por Mara aconteceu em 28 de março de 2012. Ela matou o companheiro durante uma discussão  que, segundo ela, foi motivada por dinheiro da venda irregular de terrenos. Raimundo foi morto  dentro de casa localizada na rua Fábio Lucena, Novo Israel 2, Zona Norte.

O crime foi presenciado por duas crianças, uma de nove anos e outra de oito, que é filha da suspeita. Em depoimento, ela disse que o marido havia lhe espancado e tentado contra sua vida várias vezes. A facada teria sido em legítima defesa.