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ONG realiza II Manifesto Contra Rodeio e Vaquejada no Amazonas

A manifestação pacífica, realizada pela primeira vez ano passado, almeja chamar a atenção para os maus-tratos sofridos pelos animais nesses eventos

Vaquejada

Vaquejada (Divulgação)

A ONG União de Política Animal (UPA) realizará amanhã (29), a II Manifestação Contra Rodeio e Vaquejada, a partir das 16h, no Parque Feirão da SEPROR (antigo Parque da Expoagro), localizado na Avenida Torquato Tapajós, bairro Santa Etelvina.

O movimento de natureza pacífica acontece para alertar o poder público e a população sobre os maus-tratos sofridos pelos animais nas práticas de Rodeio e Vaquejada. Segundo os diretores da Organização, essas provas atentam contra a integridade física e mental dos animais envolvidos, os quais são submetidos a altos níveis de dor e stress, mesmo sendo tratados por Médicos Veterinários, o que é apenas uma obrigação dos tutores desses animais, já que precisam dos animais sadios para suportarem tanto desconforto.A UPA realizou a primeira edição do Manifesto no ano passado, durante a 40ª edição da Expoagro, em Iranduba e contou com o apoio da ONG Compaixão Animal e protetores independentes. Na oportunidade, os Diretores da UPA, Diego Alencar e Elizandra Alves e o Médico Veterinário Jorge Carneiro, membro da ONG Grupo de Proteção aos Animais - GPA, reuniram-se com o responsável pela Secretaria de Produção Rural - SEPROR, Eron Bezerra, a fim de evitar a realização de tais provas, solicitação essa que não foi atendida.

A estudante de Medicina Veterinária e Diretora da UPA, Elizandra Alves, acredita que a realização do evento vem fortalecer a ideia de que a população de Manaus está acordando e repudiando qualquer atividade relacionada aos maus-tratos a animais de todas as espécies e que atualmente, com o alcance obtido pelas redes sociais, à sociedade não tolera mais esse tipo de comportamento criminoso. Também ressalta a importância de todos aderirem a esse movimento contra Rodeio e Vaquejada que se iniciou em 2013, apesar dessas atividades já acontecerem há 40 anos em Manaus, principalmente através da Expoagro."É inquestionável que nas provas de Rodeio e Vaquejada os animais são submetidos às práticas de maus-tratos, estudos médicos e julgados de vários tribunais assim se posicionam. Não se trata apenas das provas, há também a questão de que esses animais são submetidos à sobrecarga constante nos treinos que duram horas por dia, segundo divulgam os próprios peões e que sabemos que acontecem, realmente. Não é por acaso que essas provas são proibidas em vários municípios brasileiros, como Osasco, Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro e outras.”, ressalta a estudante.

De outro modo, Diego Alencar, funcionário público e diretor da UPA também ressalta: “É inadmissível que o Governo do Amazonas, que tem o dever de proteção à fauna conforme a Constituição Federal apoie eventos que realizam esse absurdo. Quem tenta justificar e até defender essas atividades é porque têm algum interesse econômico nela ou é admirador da mesma. O setor primário só tem crescido em nosso Estado, não necessitando do sofrimento de animais para obter mais sucesso econômico. Não somos contra a realização do I Feirão da Roça ou qualquer outro evento de agronegócio, apenas não aceitamos atividades que usem os animais de forma que fira seu bem-estar”, completa.Apesar do Manifesto, a Organização continuará aberta ao diálogo a fim de pacificar o assunto junto ao Governo do Amazonas, autoridades do Poder Legislativo e pessoas ligadas ao ramo do agronegócio, principais interessados nessa questão.

*com informações da Assessoria de Imprensa