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Operação 'Centro Seguro' fecha o Remulos, um bingo e um hotel

A quarta edição da operação realizada na rua Lobo D’Almada, Centro, contou com 11 mandados de busca e apreensão, detenção de várias pessoas e apreensão de drogas e dinheiro de apostas

A casa noturna Remulos Club, foi lacrada por estar com o alvará de funcionamento vencido e constatação de outros crimes

A casa noturna Remulos Club, foi lacrada por estar com o alvará de funcionamento vencido e constatação de outros crimes (Bruno Kelly)

Três estabelecimentos foram interditados durante a quarta edição da Operação 'Centro Seguro', deflagrada na tarde desta quinta-feira (5), na rua Lobo D’Almada, trecho entre a Avenida Sete de Setembro e Rua José Clemente no Centro de Manaus.

A casa noturna Remulos Club, foi lacrada por estar com o alvará de funcionamento vencido e porque o local possuía desvio de função que tinham autorização para funcionar como hotéis, mas atuavam como motéis. Alguns quartos serviam de moradia para garotas de programa estrangeiras, além da polícia ter encontrado drogas no local.

Segundo o Secretário de Requalificação do Centro, Rafael Assayag, essa prática não é permitida por facilitar a prostituição de menores de idade e o consumo de entorpecentes.

“Nós percebemos que nesses lugares a cobrança era feita por hora, não há registro de entrada dos clientes e a falta de controle tem consequências graves, no Remulos especificamente fizemos a apreensão de uma adolescente e um homem com drogas, suspeito de prática de exploração sexual”, informou.

Algumas mulheres que trabalhavam no Remulos eram estrangeiras (argentinas, colombianas) e estavam com visto atrasado, elas foram encaminhadas ao 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

O Hotel Paris 1 localizado bem ao lado do Remulos também foi interditado pelos mesmos motivos que a casa noturna.

Ainda segundo Assaiag, existem 128 pontos que apresentam irregularidades nesse sentido que serão alcançados com a operação que deve continuar em outras ruas do Centro de Manaus. “Com esses 11 mandados chegamos a alcançar um terço desse total”, destacou.

Jogos de Azar

O Bingo Ases do Norte estava em funcionamento durante a abordagem policial, tendo aproximadamente 250 pessoas estavam no local. Desse total, somente 40 pessoas que não portavam documentação ou trabalhavam no estabelecimento foram encaminhadas a Delegacia Seccional Sul.

De acordo com o delegado geral adjuto, Mário Aufiero, todos os estabelecimentos fiscalizados apresentaram problemas como: furto de água, energia, atraso nos alvarás do Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa), Secretaria Municipal de Finanças (Semef) e outras irregularidades.

Normas estabelecidas

Para voltarem a funcionar os donos dos estabelecimentos deverão se adequar às normas estabelecidas pelos órgãos competentes, salientou Aufiero.

O gerente de fiscalização e produtos da Dvisa, Marco Fabris, disse que em praticamente todos os estabelecimentos a falta de higiene é comum.

“Encontramos muito lixo embaixo dos colchões, os condicionadores de ar oferecendo risco à saúde, nos pisos várias cerâmicas quebradas, além disso, os andares superiores são verdadeiros labirintos. Se houvesse um incêndio seria uma tragédia”.

Próximas Operações

"A próxima operação já tem um foco definido e é mantida em sigilo para que a polícia possa obter êxito", informou Rafael Assaiag.

“Queremos deixar os donos de estabelecimentos do Centro em alerta, se essas pessoas estão dispostas a praticar crime que fujam para outra cidade, se quiser permanecer em Manaus saibam que nós os tiraremos daqui, estamos organizando nossa cidade e esses crimes não prevalecerão”, sustentou Assaiag.

Uma das coordenadoras da operação, a delegada titular da seccional sul, Márcia Chagas, disse que no começo a participação da Polícia era apenas para dar apoio, mas com o andamento das investigações, eles perceberam que se tratava de algo muito maior.

“Existem reclamações trabalhistas, os investigadores descobriram que além das práticas ilegais de jogos de azar, pessoas que trabalhavam como coletores de apostas não recebiam, estabelecimentos que tinham como fachada pequenas lojas e dentro funcionavam as apostas”, descreveu Chagas.