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Pacientes ficam sem consultas no setor de Neuropediatria da Policlínica Codajás, Zona Sul

Situação foi gerada por quatro médicos especialistas que se negaram a trabalhar por estarem com salário atrasado há quatro meses e não terem seu contrato renovado

Médicos cruzam os braços e se recusam a atender pacientes

Médicos cruzam os braços e se recusam a atender pacientes (Euzivaldo Queiroz)

Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) denunciaram a falta atendimento no setor de Neuropediatria da Policlínica Codajás, na Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, depois de quatro médicos especialistas, que fazem o atendimento, se negaram a trabalhar. Aproximadamente 40 pacientes com o retorno marcado não foram atendidos e a única explicação dada era de que os médicos estão com o salário atrasado há quatro meses  e o contrato de serviço deles não foi renovado.

Há um mês a autônoma Rosenilda Rosella Gomes, 35, está morando de favor na casa de parentes, depois de ter vindo de São Gabriel da Cachoeira (distante 858 quilômetros de Manaus), para acompanhar a filha doente na consulta ao neutropediatra no PAM. Mas ontem, quando o filho finalmente conseguiria ser atendido pelo especialista, a consulta não foi realizada.

Além da filha de Rosenilda, exatamente 39 crianças deixaram de ser atendidas, muitos também estavam com consultas remarcadas há um mês, pois na última visita o médico não tinha ido  trabalhar. A maioria dos usuários teve que retornar para casa sem saber quando conseguirá, finalmente, ser atendida.

“Eu vim com um encaminhamento dado pelo médico de São Gabriel da Cachoeira. Viemos semana passada e nos disseram para vir hoje (ontem)  que o médico atenderia. Mas, infelizmente, nada foi feito. Agora não sabemos por quanto tempo mais teremos que ficar em Manaus porque a passagem pra vir pra cá é cara e não temos como ficar indo e voltando o tempo todo”, desabafou Rosenilda.

A atendente Siana da Silva Araújo, 25, também precisou faltar dois dias ao emprego por causa da falta de atendimento no setor de Neuropediatria do PAM. “Na sexta-feira da semana passada ligaram para dizer que a consulta seria na segunda-feira. Viemos no dia marcado e remarcaram para hoje (ontem). Chegamos aqui e novamente minha filha não foi atendida. Há mais de cinco meses estou tentando está consulta para fazer exames. Isso é uma falta de respeito”.

Segundo os usuários, o médico argumentam  que não vão trabalhar sem receber os salários, que estão atrasados. Os profissionais explicaram também que inicialmente trabalharam  em regime de lentidão, primeiro atendendo pacientes duas vezes na semana, depois uma e ontem não atenderam ninguém. Uma funcionária do PAM, que não quis seu nome revelado, disse que teve médico que comunicou oficialmente a direção do PAM, por meio de uma carta, que não iria mais trabalhar, pois estava com seu salário atrasado e o governo não renovou o contrato.