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Palmeiras imperiais estão ‘carecas’ na Ponta Negra

Frequentadores do complexo turístico acreditam que elas morreram; espécie tem dificuldade de se adaptar ao clima local

Ao menos três palmeiras perderam a copa na segunda parte da Ponta Negra

Ao menos três palmeiras perderam a copa na segunda parte da Ponta Negra (J. Renato Queiroz)

Conhecidas como vedetes do paisagismo, as palmeiras imperiais são recursos ornamentais presentes em muitos espaços públicos, não só de Manaus, como de outras cidades brasileiras por os embelezarem com certa elegância.

Porém, no complexo turístico da Ponta Negra, Zona Oeste, algumas não tem ganhado notoriedade dos visitantes somente pela beleza. Pelo contrário, o que se tem notado é apenas o ‘resto’ daquela que um dia embelezou o lugar.

É que algumas, na segunda etapa do complexo recentemente inaugurada, perderam as copas e hoje apenas o caule compõe o paisagismo do local. “Se isso acontecer com todas vai ficar um cenário não muito bonito”, disse a aposentada Maria de Lourdes Saldanha, 65, que costuma passear pelo calçadão aos finais de semana justamente para admirar a beleza do lugar.

O plantio de palmeiras em Manaus historicamente gera polêmica. É que gestões anteriores optaram pelo uso da espécie exótica para projetos de paisagismo e arborização da cidade, mas a maioria das árvores que foram plantadas sofreram problemas de adaptação.

“Parece que as folhas morreram por não conseguirem se adaptar ao espaço e não é a primeira vez e nem o primeiro local de Manaus que tem palmeiras imperiais como item de paisagismo. Não tenho nada contra a espécie, mas acredito que seria mais apropriado colocarem mais espécies nativas da Amazônia para embelezar os espaços públicos”, comentou o diretor comercial Alberto Maia, 43.

Em um dos casos, uma palmeira imperial perdeu todas as folhas e chama a atenção por estar em meio a outras que exibem tanta beleza. “No primeiro momento que reparei, nem percebi de imediato que era uma palmeira”, disse a autônoma Alzenira Cavalcante.

O aposentado Sebastião Abreu, 67, que está acostumado a plantar uma diversidade de espécies em sítios acredita que o problema pode estar relacionado ao espaço. “Quando se faz o plantio de árvores é preciso prestar atenção aos aspectos ligados ao local que será plantado, no que diz respeito ao solo e a água, pra que essa planta possa ter boa saúde”, comentou.