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Greve dos servidores da Suframa pode prejudicar venda dos ovos de Páscoa em Manaus

Os ovos de páscoa só serão disponibilizados para venda 30 dias antes do dia de comemoração e com restrições ao comércio

O período da Páscoa aquece as vendas nos supermercados, panificadoras e comércio de alimentos em geral

Os ovos de Páscoa chegarão 30 dias antes do dia comemorativo (Arquivo A CRÍTICA)

Símbolo da Páscoa, a venda de ovos de chocolate está comprometida devido à greve dos servidores da Suframa, que já dura mais de 30 dias. De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Ezra Benzion, o comércio já foi prejudicado.

“Os ovos começam a serem vendidos 50 dias antes do dia da Páscoa e, agora, só vão conseguir disponibilizar os produtos 30 dias antes, mesmo assim com restrições”, disse Ezra.

Além dos comerciantes, os consumidores também terão dificuldades, devido à quantidade e ao curto período para a compra. “Vai ter tumulto na hora da compra”, ressaltou o presidente.

Na última quarta-feira (19), a Federação dos Lojistas enviou uma ação judicial, pedindo que seja expedida pela Justiça Federal uma liminar em caráter de urgência, a fim de garantir a liberação de 30% das cargas do comércio, pois os primeiros 15 dias de março apresentaram uma queda significante nas vendas.

Apesar de não saber estimar a porcentagem geral, os setores de sapatos, confecções e informáticas já apresentam uma queda de até 30%.

O risco do desabastecimento no comércio é uma realidade que pode resultar em demissões de trabalhadores do ramo. “Isso é um desrespeito com os lojistas que pagam impostos e geram empregos. Liberar alimentos e remédios é importante, mas e os outros segmentos, as pessoas não vivem deles? Se houver liberação tem que ser de todos os produtos,“ acredita.

Ainda segundo Benzion, uma das alternativas é a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) ajudar acelerando as fiscalizações, já que a arrecadação de tributos depende dessas ações.

Reivindicações

Os servidores da Suframa deflagraram a greve no dia 19 de fevereiro, reivindicando a reestruturação da tabela de salários, que está defasada desde 2008, a criação de uma carreira própria, a reestruturação das áreas descentralizadas, o retorno da autonomia da autarquia e a aprovação mais rápida dos Processos Produtivos Básicos (PPBs).

Após recusar os termos propostos pelo Governo, o Sindframa enviou uma contraproposta reforçando as reivindicações. Enquanto isso, a classe segue paralisada.

*Com informações da repórter Mônica Dias

Leia mais na edição impressa do Jornal A Crítica desta sexta-feira (21)