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Peritos mostram ceticismo diante das reformas do IC, II e IML anunciadas pela Polícia Civil

Para Maykel Souza, diretor da Apoeam, "essas promessas já vêm de anos, é o mesmo discurso dado na coletiva de abril"

Desorganização nos arquivos do Instituto de Criminalística do Amazonas

O passado do IC ainda deixa os peritos incertos sobre as melhorias anunciadas pela PC (Assessoria/ Deputado Sidney Leite)

Nesta semana, a Polícia Civil do Amazonas anunciou o avanço no trâmite das obras de reforma e ampliação dos Institutos de Identificação (II), de Criminalística (IC) e Médico Legal (IML). Os obras, primeiramente anunciadas em uma coletiva realizada em abril deste ano, encontraram ceticismo por parte dos peritos, categoria profissional intimamente ligada aos institutos e que vem demonstrando insatisfação com a corporação.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a reforma do II já está em andamento, com previsão de entrega para setembro. As intervenções nele contemplam a melhoria do setor de arquivos, ampliação de laboratórios, criação de uma sala para reuniões e um auditório, permitindo a acessibilidade de pessoas com deficiência.

Já a dos outros dois institutos estão na Comissão Geral de Licitação (CGL) para análise. O projeto do IC abrange a reforma dos dois blocos existentes e a construção de um novo bloco, com dois pavimentos, onde funcionará uma nova Central Analítica, que contemplará o Laboratório Químico Toxicológico e o Laboratório de Biologia e Bioquímica.

O novo IC terá, ainda, um pavimento para administração e serviços de cartório, além da construção de um setor com galpão e sala para realização de identificação veicular, que será anexo ao IC.

O IML também será ampliado, com a aquisição de mais 40 gavetas para armazenamento de corpos, totalizando 60 gavetas, reforma de gabinetes, do espaço físico interno e do setor de Radiologia, além da modificação da fachada do prédio. O projeto de modernização contempla, ainda, a construção de um sistema de tratamento de efluentes e reforma e ampliação do laboratório de DNA.

Desconfiança

“Em suma, não é notícia nova. Essas promessas já vêm de anos, é o mesmo discurso dado na coletiva de abril. Eles falam de reforma, mas não creio que seja a direção certa. O ideal seria os três institutos funcionarem num mesmo prédio, de maneira integrada. Assim teríamos condições de prestar o serviço à população da melhor forma”, disse Maykel Souza, diretor da Associação dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas (Apoeam).

“Antes de se falar em várias das melhorias previstas pela Polícia, há algumas necessidades urgentes como, por exemplo, o que chamamos de ‘sala limpa’, que é uma sala especial, totalmente livre de contaminações, para armazenamento de amostras e realização de análises. Isso nós não temos”, disse o perito Christian Gama.

A questão da vidraria também é preocupante, de acordo com Gama, já que o trabalho pericial ultimamente só tem sido feito com tubos de ensaio trazidos de casa pelos próprios peritos. "A instituição não fornece isso”, complementou o perito.

“O anúncio de certas coisas é um absurdo, como a questão de material para cromatógrafo. É claro que há de se comprar, é como falar que a Polícia vai comprar papel para impressora”, completou Maykel.

A Polícia, no entanto, não nega que a reforma anunciada se trate daquela discutida na coletiva em abril e enfatiza que o que mudou é a situação. A assessoria do órgão disse que, se antes o discurso era sobre o que iria ser feito, agora é sobre o que já teve início.

*Com informações da assessoria de imprensa