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Peritos não são recebidos pelo Governador e ameaçam paralisar as atividades nesta quarta-feira

De acordo com diretor da Apoeam, a categoria planeja uma "paralisação de ocupação" caso não consiga dialogar com o Governo

Peritos estão na Sede do Governo desde as 9h

Peritos estão na Sede do Governo desde as 9h (Divulgação)

Depois de se verem fora da reestruturação da Polícia Civil, contemplada no projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) na última quinta-feira (3), os peritos da PC mais uma vez ficam à deriva: até o fechamento desta matéria, eles não foram recebidos pelo Governador José Melo, que tinha acordado em recebê-los nesta segunda-feira (7) para uma reunião.

O Governo, por sua vez, informou que ainda está avaliando as propostas feitas pelos peritos da Polícia Civil e se pronunciará assim que concluir o estudo.

"Estamos aqui desde 9h e agora nos dizem que quem nos receberá é o Chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, e ele só nos receberá amanhã às 10h, mas os peritos que estão aqui não querem ir embora. Queremos ver se conseguimos ser ouvidos hoje", disse Maykel Souza, diretor da Associação dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas (Apoeam).

Ele esclarece que, não havendo sucesso em dialogar com o Governo até amanhã, a categoria pretende fazer uma paralisação de advertência na quarta-feira (9), começando às 8h e indo até a mesma hora do dia seguinte. "Será uma paralisação de ocupação, na verdade. Todos os peritos estarão nos seus postos de trabalho, a ideia é que eles somente não façam os atendimentos", explicou Maykel.

Operação 'Cumpra-se a Lei'

Desde o último sábado (5), os peritos iniciaram uma operação em resposta às atitudes do Governo para com a categoria. Ela contempla a realização de perícia em locais de crimes violentos somente na presença de um delegado de polícia. Além disso, a utilização de material pessoal, algo, segundo eles, indispensável à realização de vários dos exames realizados pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), também foi vetada.

"Os exames toxicológicos, por exemplo, dependem de sacos plásticos para a separação do material a ser analisado e esses sacos basicamente saem do bolsos dos peritos responsáveis. Não estamos fazendo mais esse tipo de coisa e nos atendo a usar somente o material disponibilizado pelo Estado", enfatizou Maykel.

A situação

As recentes manifestações dos peritos começaram na última quinta-feira (5), quando a classe ficou de fora do projeto de lei que previa a reestruturação da Polícia Civil, com reajustes salariais para os cargos de delegado, escrivão e perito, mas não falava nada sobre os peritos.

Além disso, a chamada "PEC da Perícia Técnica", que daria condição aos peritos de gerir o DPTC vinculados diretamente à Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), estava marcada para ser votada naquele dia e não foi, o que deixou os profissionais insatisfeitos.

Antes disso, em abril desse ano, o PORTAL ACRITICA.COM fez uma matéria sobre a situação precária em que se encontrava o Instituto de Criminalística (IC) da PC. Na época, os problemas iam desde laboratórios precários, falta de reagentes para realizar exames e equipamentos danificados jogados no chão a infiltrações e tomadas com defeitos.

A repercussão da matéria fez com que representantes do IC e do Instituto Médico Legal (IML), que funciona no mesmo complexo, reconheceram em coletiva de imprensa que o instituto passava por dificuldades, mas que reformas estavam sendo planejadas.