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Plantação de maconha: Juíza decreta prisão preventiva para fazer estudante parar com tráfico

Rapaz de 23 anos foi preso com uma pequena plantação de maconha em seu apartamento. Com aval da promotoria, a juíza destacou que uma forma de tráfico tão elaborada merece severa resposta estatal, sob pena de descrédito do poder Judiciário frente à sociedade

Além da folha da maconha, polícia encontrou porções da droga e outros materiais

Além da folha da maconha, polícia encontrou porções da droga e outros materiais (Divulgação)

O estudante Hugo Felipi Potter Gouveia, 23, teve a prisão em flagrante transformada em preventiva pela juíza plantonista  Luiza Cristina da Costa Marques, com o parecer favorável do promotor de Justiça plantonista Marco Aurélio.

Hugo foi preso em flagrante por policiais militares, volta das 22h de segunda-feira, por estar cultivando e vendendo maconha no apartamento de número 105 do bloco 24B, do conjunto Tocantins, localizado na rua Melquiades Queiroz, bairro Chapada, Zona Centro-Sul.

A plantação e a forma de cultivo chamaram a atenção dos policiais. No depoimento que prestou no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Hugo confessou que cultivava a maconha no apartamento havia quatro meses, após aprender a técnica pelo Youtube, e que estava vendendo a droga há duas semanas.

O estudante confessou ainda que, para fazer as plantas crescerem de forma rápida, ele criou um dispositivo com uma lâmpada, cuja luz focava diretamente sobre as mudas. Ele usava sementes selecionadas, adubos e fertilizantes.

Segundo a polícia, ele tinha clientes VIPs. No momento da prisão, alguns usuários disseram que a maconha cultivada pelo estudante em seu apartamento era de primeira qualidade. No local, a polícia apreendeu quatro mudas da erva, mais quatro porções embaladas em plástico transparente e mais dois sacos contendo folhas secas.


Para o promotor Liscioto, a custódia é necessária para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal e também é uma forma de fazê-lo parar com a atividade ilegal. “Verifico que o suspeito fazia uso da traficância como meio de vida”, justificou o promotor em seu parecer.

A juíza destacou que condutas desta natureza merecem severa resposta estatal, sob pena de descrédito do poder Judiciário frente à sociedade.

Hugo Filipi havia sido preso em 2011 por furtar energia do vizinho, que desistiu da denúncia contra o estudante. Segundo os autos, Hugo furtava energia elétrica do apartamento que ficava em cima do seu.

A vítima só descobriu o roubo após desconfiar do valor da conta de energia, que aumentava a cada mês. O vizinho resolveu desligar a corrente elétrica do seu imóvel e descobriu que o apartamento do estudante também ficou sem energia.

Contradição 

No dia 30, uma decisão da juíza Eulinete Tribuzy mandou soltar o irmão de traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. Sebastião Pinto Carioca, o “Didi”, foi solto em menos de 48 horas após flagrado com um “esquema industrial” de entorpecentes. Além de uma grande porção de droga, a polícia apreendeu equipamentos usados no processamento.