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Policiais são flagrados dormindo em viatura durante horário de serviço, na Zona Centro-Sul

"Soneca" foi tirada nesta quinta-feira (1), segundo o Ciops. Comandante da 23ª Cicom garantiu que situação foi repassada à Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) e PM informou que transgressão não é crime militar

Imagens foram geradas pelo próprio circuito interno da viatura

Imagens foram geradas pelo próprio circuito interno da viatura (Divulgação)

Dois policiais militares da 23ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que fazem policiamento ostensivo em parte da Zona Centro-Sul de Manaus, foram flagrados dormindo dentro de uma viatura, em horário de serviço, na noite da última quinta-feira (1), nas proximidades da Arena da Amazônia.

De acordo com informações levantadas pela reportagem, o flagrante foi feito pelo próprio circuito interno da viatura que gera as imagens para o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), localizado na avenida André Araújo, no Aleixo, também na Zona Centro-Sul.

Nas imagens que a reportagem teve acesso, é possível verificar que os dois soldados estão deitados, um no banco do motorista e o outro no do passageiro. É visível, também, que os policiais estão fardados e um deles tem a braçadeira da 23ª Cicom no lado esquerdo. A fotografia mostra, ainda, que o registro foi feito na noite do dia 1, por volta das 23h37. 

Transgressão

O comandante da 23ª Cicom, major Nilo Corrêa, explicou que tomou conhecimento do fato na manhã desta sexta-feira (2) e que já repassou a situação para a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar do Amazonas, que está apurando os fatos. 

Ele confirmou que os soldados estavam cochilando em uma viatura nas proximidades da Arena da Amazônia, cujo policiamento é feito pelo Comando de Policiamento da Área (CPA) Centro-Sul, e afirmou que eles já foram identificados. No entanto, os PMs tiveram seus nomes preservados. 

Nilo Corrêa ressaltou que os soldados não deveriam estar dormindo, pois estavam em horário de serviço, o que configura uma transgressão disciplinar. “Somos um serviço essencial e não podemos vacilar. Nessa situação, eles estavam vulneráveis a qualquer ação e poderiam ser surpreendidos”, declarou o comandante. Até ontem a tarde, os militares ainda não haviam se apresentado à companhia, localizada na CSU do Parque 10. 

Questionado sobre a carga horária de serviço dos PMs, que poderia ter motivado a dormida e que, ironicamente, foi uma das pautas de reivindicação na manifestação dos praças no início desta semana, o comandante explicou que não há sobrecarga de trabalho e que os pedidos deles têm sido atendidos.

“Nós estamos trabalhando agora com uma escala provisória de 12 horas por um dia de folga e mais 12 horas por dois dias de folgas, até que chegamos a um consenso do que seja melhor e mais produtivos”, explicou. 

Ainda segundo o comandante, os militares chegaram a receber voz de prisão, mas de acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar a transgressão não configura crime militar. Por isso, a conduta dos militares vai ser investigada através de um processo administrativo.