Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

População condena atitudes exibicionistas na Ponta Negra e polícia abrirá investigação

Por meio das redes sociais, a maioria dos internautas mostrou indignação ao caso. Crime se configura em atentado ao pudor e polícia deve investigar dono de lancha "Magnitude"

Momento em que três mulheres tiram os biquinis no andar superior da lancha e mostram as nádegas para os banhistas

Momento em que três mulheres tiram os biquinis no andar superior da lancha e mostram as nádegas para os banhistas (Clóvis Miranda )

A repercussão do escândalo envolvendo ocupantes da lancha “Magnitude” na Praia da Ponta Negra - onde três mulheres exibiram as partes íntimas neste domingo (6) aos banhistas que estavam na areia - apresentou uma grande quantidade de comentários nas páginas do ACRÍTICA.COM, principalmente nas redes sociais. No Facebook, por exemplo, a notícia registrou mais de 400 compartilhamentos até a publicação desta matéria. Testemunhas afirmam que situação é comum na área e a polícia informou que vai investigar o caso.

“Manaus virou uma terra sem lei, todos que tem dinheiro e são bandidos fazem o que querem aqui” [sic], disse o internauta Fabio Silva Souza. Na ocasião, o supervisor de área da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), tenente Almeida, garantiu à reportagem que um barco do Corpo de Bombeiros abordou a lancha solicitando que ela saísse da área reservada para banhistas, fato este não testemunhado por ACRÍTICA.

“E onde estava a nossa ‘atuante’ capitania dos portos, nossa excelentíssima Polícia Militar e Guarda Metropolitana?”, questionou Ariel Silva na lista de comentários. “Cadê as autoridades? Se fosse um pobre já estava preso... É muita falta de respeito!”, indagou outro internauta.

Apesar de boa parte das pessoas condenarem a "brincadeira", algumas opiniões também expuseram indiferença sobre o caso. Em um comentário, o internauta chegou a elogiar as mulheres. “Na foto não aparece nenhuma orgia, só as moças exibindo seus lindos corpos. A mulherada recalcada não sabe nem o significado da palavra, e mais, se ofendê-las é calúnia e difamação, tomem cuidado!” [sic], disse.

Já em outra postagem, um homem defende que a polícia não deveria investigar o caso. “Tanta coisa acontece por aí, tanta roubalheira, tantas mentiras e coisas arquivadas para investigar e pressionar a política. A polícia do Brasil e você (ACRÍTICA.COM) não devia se preocupar com quem está transando ou deixa de transar. Vá atrás de histórias melhores que dê mais repercussão ao país!”, explicou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, a delegada titular da 19ª Cicom, Lucimar Amorim, garantiu que uma investigação será aberta para localizar o dono da embarcação e, por meio disso, será possível identificar todos os envolvidos para que as devidas providências sejam tomadas.

Atitude comum

Segundo testemunhas que entraram em contato com a equipe de reportagem, esse tipo de ato na área não é tão incomum quanto se imagina. De acordo com um leitor que pediu para não ter o nome divulgado, quem está a passeio no local é frequentemente surpreendido com situações parecidas.

“Essas mulheres são garotas de programa e sempre andam de lancha por ali. Isso é rotina nos rios. Eu pratico wakeboard e constantemente me deparo com essas coisas naquela região”, garantiu.

Entenda o caso

Por volta de 16h deste domingo, a reportagem de A CRÍTICA flagrou um grupo de pessoas em uma lancha realizando atos obscenos para banhistas – entre eles crianças. A embarcação ficou no local por cerca de 30 minutos sem a intervenção de nenhuma força policial, como Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar.

Em entrevista, o advogado Alberto Simonetti Cabral Neto garantiu que a atitude se configura como crime. “Em tese, pelo episódio narrado o ato foi criminoso e cabe pena ou multa, além de que ao presenciar o acontecimento, tanto o Corpo de Bombeiros, quanto a Polícia Militar deveriam ter intervido para cessar a situação”.  

A conduta atinge o artigo 233 do Código Penal Brasileiro (CPB) e configura ultraje público ao pudor, prevendo pena de três meses a um ano de detenção, ou multa.