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Prefeitura cria plano para enfrentamento da cheia no Centro

Cota máxima prevista para este ano é de 29,49m, menos do que na cheia recorde de 2012, mas ainda assim capaz de causar grandes prejuízos; estimativa do CPRM também é de que o auge ocorra em junho, bem durante a Copa; confira que ações a Prefeitura tem para enfrentar o fenômeno

Centro de Manaus durante a cheia histórica de 2012, que registrou 29,78m de inundação; Prefeitura já estuda maneiras de viabilizar acesso dos turistas à área

Centro de Manaus durante a cheia histórica de 2012, que registrou 29,78m de inundação; Prefeitura já estuda maneiras de viabilizar acesso dos turistas à área (Arquivo AC)

A Prefeitura de Manaus já tem em mãos um plano de enfrentamento da cheia no Centro, que segundo os alertas emitidos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), deverá chegar à cota máxima de 29,49m, abaixo da registrada em 2012. O auge da cheia deverá ocorrer no mês de junho, período em que a cidade recebe os quatro jogos da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014™ e, com eles, aproximadamente 200 mil turistas.

A Defesa Civil do Município e a Secretaria Municipal do Centro estão coordenando as ações, que envolvem todas as secretarias e órgãos municipais. Entre as ações, estão a prevenção ao risco de contaminação pelas águas das tubulações de esgoto; controle de pragas; obras de mobilidade como passarelas; transferência de feirantes de áreas alagadas; campanha de
conscientização sobre os riscos de doenças e os cuidados necessários; além do monitoramento e desvios de rota de ônibus, de acordo com a subida das águas e ruas atingidas.

“O que queremos com essas ações é amenizar os impactos que a enchente pode causar no Centro. A parceria entre vários órgãos e secretarias municipais resultará numa infraestrutura de acordo com o que o momento requer. Junho é o mês da Copa do Mundo e não temos como evitar que o turista e a imprensa estrangeira vá ao Centro. Então, queremos ao máximo, evitar transtornos”, disse Glauco Luzeiro, secretário municipal do Centro.

Uma cartilha informativa sobre a cheia também será distribuída para os turistas a fim de que eles entendam melhor o que é o fenômeno, característico da região amazônica. À população local serão distribuídos folhetos com informações mais específicas de cuidados e prevenção de
doenças.

De acordo com a Defesa Civil, ao menos 12 bairros de Manaus devem ser atingidos pela cheia do rio Negro este ano. No Centro, as vias que podem ser afetadas pela subida das águas são a Barão de São Domingos, Barés, Eduardo Ribeiro, Floriano Peixoto (área próxima à Alfândega), Guilherme Moreira e Andradas.

Ações

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) já iniciou a instalação de telas de proteção e reparos em bueiros nas vias que serão atingidas pelo aumento do nível da água fluvial. A Seminf também irá asfaltar o estacionamento da Feira da Banana, para expandir a área da feira, que deve ser parcialmente interditada durante o fenômeno.

Permissionários do setor de carnes e peixes devem ser transferidos para uma feira provisória, construída nas proximidades.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já começou a intensificar o controle de pragas e trabalho de conscientização dos feirantes para que não criem atrativos para ratos e outros animais, que saem dos esgotos durante a cheia.

Outra ação importante é a mistura de cal e cloro regularmente na água para evitar a proliferação de bactérias e o mau cheiro.

Para que a população e os turistas possam ter mobilidade para registrar o fenômeno, serão colocadas passarelas metálicas nas ruas principais, afetadas pela cheia. Banheiros químicos também serão colocados nessas áreas, pela Manauscult, para evitar que mais dejetos entrem em contato com a água.

O Manaustrans e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) planejam os desvios de rotas a serem feitos, de acordo com a subida do nível do rio.

* Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).