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Prefeitura apresenta projeto de transferência dos camelôs do Centro Histórico de Manaus

Dos mais de 2 mil camelôs presentes no Centro, apenas 637 serão remanejados para locais provisórios nesta primeira etapa, enquanto os prédios definitivos ainda ficam prontos. Prefeitura está de olho no turismo durante a Copa do Mundo, que começará daqui a quatro meses

Será feito um cadastramento dos camelôs interessados para organizar os destinos escolhidos: um sorteio ajudará a definir as lotações

Será feito um cadastramento dos camelôs interessados para organizar os destinos escolhidos: um sorteio ajudará a definir as lotações (Semcom/Arlesson Sicsú)

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto apresentou, nesta quarta-feira (12), junto ao seu secretariado, o projeto das Galerias Populares e explicou como será o processo de transferência dos camelôs do Centro de Histórico. A apresentação foi feita no auditório da Prefeitura, na Compensa, na Zona Oeste de Manaus, para mais de 500 representantes da categoria.

“O mais bonito de tudo é que estamos fazendo algo em conjunto com os camelôs, que eles entendem que é bom para eles e para Manaus. Isso para mim não tem preço”, afirmou o prefeito, sendo aplaudido pelos presentes.

No primeiro momento, serão retirados 637 camelôs que atuam na Praça da Matriz, Eduardo Ribeiro e Avenida Sete de Setembro. Segundo o prefeito, os camelôs ficarão em espaços temporários para dar celeridade aos trabalhos de recuperação do Centro Histórico.

“Temos pressa neste processo porque estamos falando da possibilidade de oferecer o Centro Histórico para os turistas que virão assistir aos jogos da Copa. O que queremos é oferecer a solução para os camelôs e para a cidade, que terá suas calçadas desocupadas e o Centro revigorado”, destacou Arthur.

A Secretaria Municipal do Centro (Semc), com apoio das demais secretarias municipais envolvidas em questões sociais e de ordenamento urbano, já dispõe de três espaços prontos para receber esses trabalhadores - todos no centro da cidade. São 657 vagas divididas entre a galeria provisória da Epaminondas, com capacidade para 233 bancas; a galeria da Floriano Peixoto, com mais 213 bancas; e uma na Miranda Leão, disponibilizando 211 bancas.


A ideia é fazer o cadastramento dos interessados para depois organizar a mudança para os destinos escolhidos por eles. Um sorteio ajudará a definir as lotações, conforme a demanda por cada espaço. O cadastramento será nesta quinta e sexta-feira, 13 e 14 de fevereiro, a partir das 8h, em um posto de atendimento localizado no antigo estacionamento da Rua 24 de Maio com Joaquim Sarmento, onde funcionará uma das galerias definitivas.

“Hoje (quarta-feira), os camelôs das áreas contempladas nessa primeira ação receberão um convite personalizado para que possam comparecer para o cadastramento. Nesses dois dias ofereceremos um café da manhã para recebê-los com toda calma e acabar com todas as dúvidas que possam ter. Além de escolherem em qual dos três espaços definitivos querem trabalhar, os camelôs têm ainda a possibilidade de optar por um financiamento de até R$ 10 mil para investirem em outro negócio, deixando de exercer a atividade informal”, divulgou Assayag.

De acordo com o prefeito Arthur Neto, todo dinheiro que será investido na qualificação dos camelôs será oriundo do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipec).

“Em pouco mais de um ano de governo não fiz o financiamento de nenhuma máquina para costureira, não demos um real para o bonito projeto do secretário David Reis, Borracheiro Limpo. Todo dinheiro do Fumipec, aproximadamente R$ 50 milhões, está guardado para os camelôs, todo nosso coração está nisso. Não quero o mal deles. Só quero que desobstruam as ruas e cresçam na vida”, ressaltou o prefeito.

Conforme dados da Semc, há 2.082 camelôs no centro da cidade, entre as avenidas Leonardo Malcher e Luiz Antony, orla do Rio Negro até a Avenida Joaquim Nabuco. 

Galerias definitivas

Duas das três galerias populares definitivas já estão prontas para receberem as obras de adaptação. No projeto arquitetônico, as estruturas terão mezaninos para receberem os serviços de atendimento ao cidadão, praça de alimentação, além de bancas completamente padronizadas.

A Galeria Espírito Santo, que fica na esquina das ruas 24 de Maio e Joaquim Sarmento, terá a capacidade para abrigar 326 dos trabalhadores. Já a Galeria dos Remédios, no antigo Posto Sete, localizada na Avenida Miranda Leão, abrigará mais 361 comerciantes. Nesta última, o prédio anexo também foi desapropriado para servir como local provisório.


“Os próprios camelôs serão fiscais da obra. O prédio provisório e o definitivo serão separados somente por uma porta”, comentou o prefeito. “Além desses dois locais, que já desapropriamos, teremos ainda o Shopping T4, que ficará em frente ao Terminal de Integração do Jorge Teixeira. Serão 18 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para mais de 700 microempresários e, aproximadamente, 300 vagas de estacionamento”, completou Arthur.

No local, também será criado um pequeno complexo esportivo com pista para caminhada, quadras esportivas e toda estrutura para que os moradores da região tenham mais uma opção segura para o lazer e para práticas esportivas.

Na desapropriação da Galeria Espírito Santo foram gastos R$ 5,6 milhões. Outros R$ 6 milhões foram pagos na desapropriação da Galeria dos Remédios, entre a estrutura para o local definitivo e a provisória.

“No Shopping T4, dimensiono mais uns R$ 30 milhões em investimentos. O terreno será doado pelo governador Omar Aziz, mas teremos que indenizar uma família que reside no local”, explicou o prefeito. “Daqui a pouco, estaremos falando de R$ 60 a R$ 70 milhões investidos nos camelôs dessa primeira etapa, considerando que vamos ajudá-los a se qualificarem”, concluiu o prefeito.

A Galeria Espírito Santo e a Galeria dos Remédios devem ficar prontas ainda neste primeiro semestre. Já o Shopping T4 ainda não possui data definida para abertura. A expectativa é que até o final do ano todo projeto das galerias populares esteja concluído.

Capacitação

Enquanto permanecerem nos locais temporários, os camelôs receberão uma bolsa no valor de um salário mínimo para participarem de cursos de qualificação profissional junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e  Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

Para o presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), José Assis, a proposta representa mais dignidade e qualidade de vida para os camelôs.

“Precisamos avançar. Manaus precisa de cara nova e, mais que tudo, precisamos acabar com o preconceito existente contra os camelôs. Queremos chegar em casa de cabeça erguida e sermos reconhecidos como profissionais que contribuem para trazer lucro e renda para a capital”, comentou.