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Presidente do Implurb contesta críticas ao Plano Diretor

Roberto Moita afirma que texto do projeto de lei, que está sendo votado na CMM, não prejudica a Reserva Ducke

Roberto Moita [Implurb]

Presidente do Implurb, Roberto Moita, disse que denominação do entorno da reserva não mudou regras de ocupação (Luiz Vasconcelos: 21/mar/2013)

O diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, disse, nesta quinta (5), que faltam com a verdade os acadêmicos que insistem em afirmar que a transformação da área no entorno da Reserva Florestal Adolpho Ducke, na Zona Leste, em Área de Transição, colocará em risco a existência do parque. “Fazem afirmações que não correspondem a fatos. Estou absolutamente impressionado. Mostram que sequer leram o Plano Diretor”, disse o presidente.

Na quarta-feira (4), acadêmicos e moradores de bairros vizinhos à Reserva Adolpho Ducke realizaram um debate sobre os impactos para a cidade oriundos do plano diretor que está em votação na Câmara Municipal. O texto passa a tratar a reserva como Zona de Transição. Os pesquisadores defendem que, como esse tipo de área é caracterizada por elementos rurais e urbano, a região poderá, agora, ser urbanizada rapidamente com o avanço, por exemplo, do mercado imobiliário.

Uma das falas que Roberto Moita contesta é a do colega de profissão, o arquiteto Jaime Kuck, atual presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU-AM). Segundo o presidente do Implurb, ao contrário do que Jaime defende, a denominação do entorno da reserva em Área de Transição não mudou as regras de ocupação do solo naquele setor da cidade. Portanto, não haverá ocupação desordenada na região. “O texto é exatamente o mesmo. Não há nenhuma diferença entre os conceitos. São rigorosamente iguais (ao do Plano Diretor aprovado em 2002)”, disse Roberto Moita.

O presidente do Implurb disse que o Plano Diretor aprovado em 2002 não protege tanto os fragmentos vegetais da cidade como o que está em votação. “A reserva não tinha nem lei que a definia como unidade de conservação. Nesse plano, nós criamos o que estabelece uma proteção legal que não tinha no plano atual”, afirmou Moita.

Na quarta-feira, Jaime Kuck disse lamentar que a preocupação que o Plano Diretor anterior tinha com o entorno da reserva Adolpho Ducke se perdeu no texto atual. “Principalmente a preocupação com a área ambiental, com a proteção dos fragmentos florestais, dos corredores ecológicos”, criticou o arquiteto. Roberto Moita disse não entender as declarações do colega, já que o plano atual fez foi aumentar o número de áreas protegidas.