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Presidiário leva oito crianças para matagal e estupra uma delas no bairro Santa Etelvina, em Manaus

José Inácio Souza do Nascimento, 23, o “Branco”, estava armado e obrigou meninos e meninas a tirar a roupa. Ele “escolheu” a criança mais “medrosa” para estuprar

foto estupro

Após investigação, a polícia encontrou “Branco” escondido na casa da mãe dele (Antônio Menezes)

José Inácio Souza do Nascimento, 23, vulgo “Branco”, foi preso pela polícia, em Manaus, como suspeito de ter estuprado uma garota de 12 anos e aliciado e roubado outras sete, meninos e meninas entre 10 a 12 anos, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte da capital, na manhã de segunda (26). Ele é presidiário e foi capturado na manhã desta terça (27) quando tentava se esconder na casa da mãe.

Conforme depoimento das vítimas, as oito crianças voltavam a pé da escola para casa no bairro Santa Etelvina, por volta das 10h30, quando foram abordados por José Inácio, que portava uma arma de fogo. “Branco” fez ameaças e obrigou que todos entrassem na mata que cerca a região, inventando que procurava saber quem deles havia roubado a irmã mais nova dele.

Dentro da mata, o suspeito fez diversas perguntas e ordenou que cada um deles se despisse completamente das roupas, fazendo com que todos ficassem nus, para “verificar” quem estava com o “objeto roubado” da irmã dele. A partir daí, José Inácio recolheu os aparelhos de celular das oito crianças e questionou quem do grupo tinha mais “coragem” e quem era mais “medroso”.

De acordo com a delegada Linda Gláucia, da Delegacia Especializada na Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as crianças foram coagidas pelo suspeito armado e apontaram duas meninas como a mais “medrosa” e a mais “corajosa”. Segundo a delegada, “Branco” levou para mata adentro a garota mais “medrosa”, afirmando que iria “ensiná-la a não ser mais medrosa”.

“Ele perguntou onde elas estudavam, quem delas era a mais corajosa, e quem era a mais medrosa, e disse que ia ensiná-la a não ser mais medrosa. Ele levou a menina mais para dentro do mato e cometeu o ato”, contou a delegada. Conforme Gláucia, antes de levar a garota “escolhida”, o suspeito disse que estava agindo com comparsas e que todos deveriam obedecê-lo, já que, caso algum deles tentasse gritar ou fugir, todos seriam mortos.

As crianças ficaram aproximadamente 40 minutos no meio do mato em poder de José e, após esse período, a vítima do estupro foi libertada, chorando. O grupo percebeu, então, que “Branco” não voltaria mais e que todos podiam fugir dali. As oito crianças foram até a casa de um familiar mais próxima e informaram o que tinha acontecido, quando policiais militares da 26ª Companhia Interativa Comunitária foram acionados.

O caso foi registrado no 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e transferido para a Depca. O delegado titular do 26º DIP, Walter Cabral, informou que, diante das informações repassadas pelas crianças, começaram as investigações e as buscas. “As vítimas relataram que o suspeito tinha uma tatuagem com o nome ‘branco’ no antebraço, e isso ajudou muito, já que esse suspeito era conhecido na área por realizar vários roubos a crianças nas saídas das escolas”, revelou.

Ficha 'suja'

José Inácio já era conhecido da polícia por crimes cometidos na região, sendo inclusive foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) desde o dia 16 de maio, onde cumpria pena por roubo no regime semiaberto. Como não estava dentro do Compaj, no Km 8 da BR-174, a polícia localizou “Branco” na casa da mãe, na rua Matrinxã, ainda no Santa Etelvina.

Durante a abordagem policial, a mãe de José Inácio, que não teve o nome revelado, ainda tentou despistar a polícia para que o filho conseguisse fugir pulando o muro aos fundos da casa, mas não teve sucesso. Ele foi conduzido à delegacia e confessou que tinha abordado as crianças, levado todas elas para o matagal e, em seguida, roubado o celular delas. Entretanto, ele negou ter cometido o estupro contra a garota de 12 anos.

A vítima do estupro foi levada para fazer exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) e o resultado confirmou o ato sexual. José Inácio foi autuado em flagrante na Depca por roubo e por estupro de vulnerável, e será encaminhado à cadeia pública de Manaus. No site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o nome dele é citado em mais três processos pelos crimes de roubo e furto.