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Preso do Compaj paga para fugir e Sejus não nota ausência

Condenado por assalto, Islan Rodrigues fugiu do semiaberto no dia 15 de janeiro e foi recapturado ‘por acaso’

Segundo o delegado Paulo Benelli, não havia nenhuma comunicação, por parte da Sejus, sobre a fuga do preso do Compaj

Segundo o delegado Paulo Benelli, não havia nenhuma comunicação, por parte da Sejus, sobre a fuga do preso do Compaj (Márcio Silva - 20/mai/2011)

O assaltante Islan de Oliveira Rodrigues, 21, que deveria cumprir pena no regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174, não aparecia no presídio desde o dia 15 de janeiro, quando fugiu, mas a ausência do criminoso não foi percebida pela direção do sistema penitenciário.

Ele foi recapturado, por acaso, por policiais militares, na tarde de quinta-feira, na rua Flor de Santa Rita, loteamento Parque Riachuelo, Zona Oeste, após ter sido reconhecido por um dos policiais pelos roubos de motocicletas que costumava praticar, antes de ser preso.

Levado para o 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Parque São Pedro, Zona Norte, ele confessou ter fugido no dia 15 de janeiro deste ano, com “autorização” do “líder” da unidade prisional, identificado por ele como “Tio Mãozinha”, para quem pagou R$ 50 para poder fugir. Ele disse ainda que pagou mais R$ 150 para um colega responder por ele a chamada de conferência de presos, que é feita duas vezes por dia.

Segundo o titular do 20º DIP, Paulo Henrique Benelli, no processo de Islan não constava o comunicado da fuga e nem havia mandado de prisão para a recaptura. Medidas que, normalmente, são adotadas quando uma fuga é constatada.

Islan confessou ao delegado Paulo Henrique Benelli que fugiu pulando o muro da unidade prisional porque estava com saudades da família e achou que não seria recapturado.

O delegado Benelli disse suspeitar que, até a prisão de Islan, ontem, a direção do presídio ainda não tinha percebido a ausência dele, pois no processo não havia nenhum comunicado da fuga e nem mandado de prisão para a recaptura do detento.

Denúncia

Agentes penitenciários que trabalham no Compaj disseram que existem pelo menos 30 presos na mesma situação de Islan. “Aqui não tem controle de nada, os presos saem a qualquer hora e só voltam se quiserem”, disse um dos agentes, que pediu para não revelar o nome.

O secretário de Justiça e de Direitos Humanos do Estado, Louismar Bonates, disse que desconhecia que o preso estava foragido e que vai apurar a denúncia. Segundo Bonates, “os responsáveis que não estão tomando conta direito da unidade poderão ser punidos”. Ele disse que não sabe quem é “Tio Mãozinha”, se um preso ou um agente penitenciário.

Suspeito de assaltos a mototaxistas

Segundo investigações policiais, Islan estava condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por roubo majorado (assalto a mão armada). De acordo com a polícia, ele e o irmão, Igor Oliveira Rodrigues - assassinado em setembro - integravam uma quadrilha especializada em roubo de motocicletas. As principais vítimas deles eram mototaxistas.

Islan e o irmão costumavam agir nas proximidades do supermercado DB da Cidade Nova, na Zona Norte, onde pegavam os mototaxistas, passando-se por clientes, e pediam para ser levados ao loteamento Parque Riachuelo, no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Quando chegavam ao local, sempre havia mais uma pessoa esperando. O mototaxista era rendido e obrigado a entregar o veículo e o dinheiro que tinha. Os ladrões fugiam na motocicleta e a vítima ficava abandonada em um local ermo.

As investigações mostraram ainda que Islan e Igor trabalhavam para o traficante de drogas Márcio do Carmo Sales, o “Marcinho”, que foi morto e teve o corpo queimado, em julho do ano passado. Igor também foi morto com 12 tiros e teve o corpo jogado no Km 7 da estrada AM-070 (Manaus – Manacapuru). O crime aconteceu em setembro de 2013.