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Professores do AM cobram melhorias para a classe em Congresso na Ufam

Maioria dos municípios amazonenses não paga nem a metade do valor do piso da categoria, estabelecido em R$ 1.567,00; estrutura das escolas também esteve na pauta de reivindicações

Congresso [Professores]

Sindicato promove congresso que vai apontar sugestões para a melhoria da educação em todos os municípios do Estado (Antonio Lima)

O cumprimento da lei que determina o piso salarial, de R$ 1.567 desrespeitada pela maioria dos municípios amazonenses, melhoria das escolas municipais e a aplicação dos recursos do Fundo do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) estarão na pauta a ser levada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) para o Congresso Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que vai acontecer no próximo ano.

As propostas foram aprovadas nesta terça (10), no encerramento do 10º Congresso Estadual de Educação, realizado no Auditório Eulálio Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo o presidente da entidade estadual, Marcos Libório, essas questões precisam ser respondidas pelas autoridades, do contrário, o Estado continuará a apresentar disparidades nos exames de desempenho como Ideb e Enem. “Ainda enfrentamos situações nos municípios como dificuldade de deslocamentos”, afirmou o presidente do Sinteam, lamentando que muitos discursos feitos por autoridades acabem somente retórica, sem nunca se tornar realidade, como a aprovação e o pagamento do piso salarial. “Por isso estamos em luta”, assegurou Libório.

Desestímulo
A professora Cosme Rodrigues Machado, 54, do município de Borba (a 155 quilômetros de Manaus), é uma das que só recebe um valor um pouco acima do salário mínimo em decorrência de aditivos feitos ao vencimento básico. “Nosso salário chega a R$ 700”, disse ela, que atua na zona ribeirinha do município onde a maioria das salas é multisseriada, ou seja, tem alunos de várias séries, sem contar muitas vezes com o material e condições necessárias para a aula. “Continuamos porque amamos a profissão, mas não temos qualquer incentivo”, constata ela, que denuncia inclusive a falta de repasse do INSS desde abril deste ano. Em Tefé (a 525 quilômetros), a situação é pior por conta da política, disse a professora Dalvanide Cruz das Chagas, 44. “Não sabemos onde são aplicados os R$ 2 milhões repassados pelo Fundeb ao município. O Governo Federal fiscalizasse essa aplicação”, argumentou.

O professor Valdir Coimbra, 40, da zona rural de Manacapuru (a 80 quilômetros), disse que ele e outros professores têm que pagar transporte para se deslocar às comunidades. “O prefeito promete, mas não cumpre e a gente se sacrifica para não prejudicar mais o aluno”, finaliza.