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Reivindicando revisão no PCCS e benefícios, professores realizam manifestações por Manaus

Associação de docentes exige revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Serviços da Semed, assim como reajuste salarial de 20%. O ato aconteceu na frente da Semed e também da Assembleia Legislativa do Amazonas

Manifestação dos professores em frente a ALEAM

Professores protestaram também na frente da ALEAM, onde participarão de uma audiência pública pela tarde (Antonio Menezes)

Na manhã desta quarta-feira (2), mais de 500 professores ligados a Associação Movimento dos Professores em Luta de Manaus (Asprom) se reuniram na frente da Secretaria Municipal de Educação (Semed) - localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), 2549, Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul - num ato público que clama pela revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos profissionais.

De acordo com o assessor de imprensa da associação, Lambert Melo, a manifestação deve-se ao fato de que a proposta de revisão feita pelos professores já foi engavetada três vezes, sem nenhuma explicação dada pelo secretário municipal de educação, Humberto Michiles.

“Estamos aqui para reivindicar o encaminhamento imediato da proposta à Câmera dos Vereadores, pois queremos discuti-la com os parlamentares, mas dependemos dessa prévia atitude da Semed”, disse Lambert, que explicou que o ato é resultado de várias tentativas de diálogo que não tiveram sucesso.

Ainda pela manhã, por volta das 10h, os professores sairam em passeata em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), onde pretendem ficar até às 14h, quando participarão de uma audiência pública para discutir um reajuste salarial de 20%, bem como exigir plano de saúde, auxílio alimentação, vale transporte e a implementação da lei determinando número limitado de alunos por sala e aula.

“A lei do Plano de Cargos, Carreiras e Salários da Seduc estipula a data-base de 18 de março para ser feito o reajuste, mas nada aconteceu nesse ano ainda”, comentou Lambert. A demanda ganha urgência com o fato de que, por força da legislação eleitoral, o Governo deve encaminhar o projeto de reajuste da categoria até o dia 7 de abril, no máximo.


A Semed, por sua vez, informou que não foi comunicada oficialmente sobre a manifestação realizada nesta quarta e que desconhece quem a promove. A secretaria alegou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) é a instituição legítima para representar a categoria, no sentido de negociar as pautas dos profissionais da educação, e que já iniciou o diálogo com ela.

HISTÓRICO DE LUTAS

Não é a primeira vez que a Asprom tenta dialogar com o Governo Estadual sobre essas demandas. No dia 16 de maio de 2013, professores se reuniram na frente da ALE-AM para discutir o reajuste.

No dia 23 do mesmo mês, os profissionais fizeram um protesto silencioso, paralisando suas atividades e ficando nas salas dos professores dos colégios. No dia seguinte, cerca de 2 mil professores realizaram um ato na frente da Sede do Governo, localizada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da capital.

Como a Asprom opera de forma independente do Sinteam, representantes da associação questionaram a legitimidade da proposta de reajuste salarial de 10% e o pagamento reatroativo da data base referentes aos meses de março a maio apresentada pelo Sinteam em maio do ano passado.

“Essa proposta é ridícula, lamentamos os critérios estabelecidos na elaboração dessa proposta e questionamos a legitimidade da assembleia que foi realizada pelo sindicato com apenas 53 professores, que não representam a porcentagem de professores que existem no Estado”, disse Lambert.

Em 10 de outubro de 2013, os professores da associação fizeram um passeata da sede da Prefeitura de Manaus, também localizada na avenida Brasil, até a Sede o Governo do Estado. Desde então, a proposta de reajuste a ser enviada para a Aleam já era discutida.

Lambert já defendia a aplicação de um novo plano de carreira para 2014. “Nós estamos reivindicando essa revisão desde o ano passado. Os planos de cargo estão arcaicos, pois o da Seduc já tem mais de dez anos e o da Semed sete. Nos últimos dois meses, elaboramos um documento e pretendemos entregá-lo ao governador do estado e ao prefeito de Manaus para que em janeiro do ano que vem já esteja em vigor”, comentou na ocasião.