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Profissional de saúde afirma ter sido expulso do ‘Mais Médicos’

Marcos Ferreira denunciou que foi retirado do programa após reclamar das condições de trabalho; Secretaria Municipal de Saúde nega

Unidade Básica de Saúde, a qual Marcos Antonio havia sido designado, fica na comunidade Nossa Sra. do Livramento

Unidade Básica de Saúde, a qual Marcos Antonio havia sido designado, fica na comunidade Nossa Sra. do Livramento (Arquivo/AC)

O médico Marcos Antonio Ferreira, que participou do terceiro ciclo do programa do governo federal “Mais Médicos”, denunciou ter sido expulso do programa depois de reclamar das condições de trabalho oferecidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para atuar na comunidade Nossa Senhora Livramento, localizada a 7 quilômetros de Manaus.

Segundo o médico, que já morava na cidade há dois anos e trabalhava voluntariamente na comunidade do Pau Rosa, no dia em que foi levado até a comunidade do Livramento para conhecer o local onde iria trabalhar, ele reclamou da falta de colete salva-vidas e das condições de segurança do barco que faz o transporte dos profissionais, além de criticar a estrutura do posto de saúde.

Ainda de acordo com Marcos Antonio, no dia marcado para iniciarem as atividades, ele foi informado que havia sido retirado do programa sem que houvesse divulgação da exoneração no Diário Oficial. “Houve uma retaliação devido a uma reclamação, mas em nenhum momento foi aberta uma investigação para verificar o que aconteceu. O que parece é que os médicos precisam aceitar todas as condições sem reclamar e isso é inaceitável e precisa ser revisto”, alegou o médico.

De acordo com Marcos Antonio, um processo judicial foi instaurado, onde ele solicita à Justiça o direito de voltar a integrar a equipe do programa. “Eu espero que seja feita justiça, pois não tive nem chance de defesa”, acrescentou.

Desistentes

Em abril, o Ministério da Saúde informou que 89 médicos abandonaram o programa “Mais Médicos” e desistiram do contrato com o governo para atender municípios no interior e nas periferias do País. De acordo com o governo, dos profissionais desistentes, 80 são brasileiros. Os nove restantes são estrangeiros.

Assim que chegam a Manaus, os médicos do programa participam do curso de nivelamento oferecido pelo Governo do Estado, com ênfase nas doenças tropicais e infectoparasitárias mais importantes no Amazonas. Manaus já dispõe de 86 médicos participantes do programa e a meta é que esse número chegue a 90 profissionais até o fim da primeira fase, em maio.

O Programa Mais Médicos prevê a atuação de médicos na Atenção Básica de municípios com maior vulnerabilidade social e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), ou seja, priorizando as periferias mais necessitadas em atendimento médico.

‘Pediu para sair’

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da assessoria de comunicação, negou que o médico Marcos Antonio Ferreira tenha sido expulso do programa e informou que ele optou por não atuar em nenhuma das duas unidades de saúde a ele oferecidas: primeiramente a UBSF L-34, na Zona Leste, e depois a UBS Nossa Senhora do Livramento, na comunidade rural de mesmo nome.