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‘Prosamim 2’ promete mudanças na vida de moradores do Igarapé do Quarenta, Zona Sul de Manaus

Das 4.543 famílias que habitavam a área, com entrega prevista para 20 de junho, 3.086 já foram reassentadas. Apesar das mudanças, populares cobram construção de hospitais, postos policiais e espaços de lazer

Obras do Complexo Viário da avenida General Rodrigo Otávio buscam melhorar o trânsito na Zona Sul

Obras do Complexo Viário da avenida General Rodrigo Otávio buscam melhorar o trânsito na Zona Sul (Evandro Seixas)

Uma nova forma de morar, com seus pontos positivos, mas que ainda tem o lado negativo, que precisa e deve ser melhorado. Onde antes tinha mato, alagamento e tráfico de drogas, agora existe o mínimo necessário para viver com uma certa dignidade.

Essa é a definição da maioria dos moradores do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), ou “Prosamim do Quarenta”, que compreende o trecho entre a avenida General Rodrigo Otávio até a Avenida Silves, Japiim, Zona Sul, além do trecho que inclui o sistema viário do Quarenta (com o novo viaduto). Definido como Prosamim 2, a área está prevista para ser entregue no dia 20 de junho.

Morando há 20 anos no local, a dona de casa Cilda Azevedo, 59, afirma que a situação melhorou porque, antes, bastava chover para todos ficarem “de bubuia” e o lixo invadir as casas. “Agora chove e não ficamos alagados”, diz ela, que mora com outras nove pessoas na casa e afirma que, com a construção do Prosamim, todos os dias têm pessoas mudando para lá.

A dona de casa também lembra que antes não podiam nem sair à noite por causa da presença quase onipresente dos traficantes. “Hoje ainda tem homens vendendo, mas não como antes”, diz.

Outro que avalia as mudanças como positivas é o micro-empresário Clidenilson Cerdeira, que morou durante 11 anos ao lado do igarapé. “Não tem nem como comparar, pois antes não tinha rede de esgoto e tudo alagava. Era um suplício para todos”, explicou. Com a indenização que recebeu, comprou uma casa em outro bairro, mas já quer vendê-la para voltar ao seu lugar de origem. “Todos aqui se conhecem e, como ficou mais digno, quero voltar”, afirmou.

Problemas

Apesar dos avanços, os moradores ainda têm reclamações. Eles esperam que árvores sejam plantadas para que o calor seja amenizado, postos policiais sejam construídos, assim como postos médicos e quadras poliesportivas. “Plantaram umas arvorezinhas, que com o sol nem cresceram e já esturricaram. Tem que ter um projeto para que dê sombra e fique mais ameno, afinal árvores nunca são demais”, avalia o microempresário.

O lixo é um dos problemas que mais aflige os moradores. Na entrada do Prosamim, que fica na avenida Tefé, uma lixeira a céu aberto, rodeada de urubus, causa transtornos. A dona de casa Joelma Laborda, que mora há dez anos no lugar, afirma que os caminhões que retiram o lixo custam a passar e, com isso, tudo fica amontoado e as aves fazem seu “parque de lazer”. “Nem lembro mais a última vez que passou um carro coletor por aqui. Então fica assim, podendo causar doenças e ainda dando um péssimo aspecto”, avalia.

Após anos convivendo com as alagações e o lixo na porta de casa, moradores do entorno podem viver com dignidade (Foto: Evandro Seixas)

Aos domingos, todo o trecho do igarapé serve para os “empinadores” de pipas ou os populares “papagaios de papel”, entretanto, após a inauguração do complexo, ficará complicado continuar a brincadeira, pois os carros começarão a circular e tornará a atividade mais perigosa.

Na opinião da dona de casa Narrid Martins, o ideal é a construção de uma quadra ou espaço para a prática de esportes. Ainda segundo ela, o plantio de árvores também é fundamental. “Aturar esse calor de Manaus sem sombra não dá”, afirma.

Devido a novas solicitações da comunidade, como a construção de duas passarelas metálicas, antes e após a avenida Silves, a demanda por construções de pequenas praças no entorno da obra e pequenas complementações em vias marginais próximas ao local, a obra será entregue apenas em julho, conforme informou a assessoria do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

'Prosamim 2'

O sistema viário do “Quarenta” está incluso no financiamento do Prosamim 2, que é de US$ 220 milhões, sendo US$ 154 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e US$ 66 milhões pelo Governo do Amazonas.

Em agosto de 2009, o Prosamim iniciou as ações do contrato, como reassentamentos e demolições de palafitas. A obra do viaduto começou em fevereiro de 2011.

Os trechos que envolvem a avenida Duque de Caxias, a ponte da Manaus Moderna e a ponte da Maués foram finalizados entre 2008 e 2012.

Para as obras na segunda etapa do Programa, na área do igarapé do Quarenta e afluentes, o Prosamim previu o reassentamento de 4.543 famílias que viviam em casas, e eram afetadas todos os anos com inundações. Até a primeira semana de maio, foram reassentadas 3.086 famílias, segundo o Prosamim.