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Protesto dos assistentes sociais próximo à Arena ganha força no Dia Internacional Contra a Copa

Cerca de 300 manifestantes cobraram, ao longo da manhã e sob forte sol, melhorias trabalhistas por parte dos governos Estadual e Municipal

Manifestantes protestam em frente a Arena Amazônia

Manifestantes protestam em frente a Arena Amazônia (Luiz Vasconcelos)

Profissionais de assistência social, juntamente com enfermeiros do Estado e Município, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (15), ao redor da Arena da Amazônia Vivaldo Lima, na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste de Manaus. Os manifestantes aproveitaram o Dia Nacional do Assistente Social assim como do Dia Internacional Contra a Copa, movimento organizado que é contra a realização da competição no País, para cobrar, entre outras coisas, benefícios salariais.

Cerca de 300 manifestantes cobraram, ao longo da manhã e sob forte sol, melhorias trabalhistas por parte do Poder Público local. Entre as medidas que são reivindicadas pelos profissionais estão: isonomia salarial, planos de cargos e salários, melhorias nas condições de trabalho e a realização de concursos públicos.

O Sindicato das Assitentes Sociais do Estados do Amazonas (Saseam) também comemora o Dia Nacional do Assistente Social. De acordo com a vice-presidente do sindicato, Simone Lisboa, são somente oito profissionais da área efetivadas no Estado, e que estão próximas de se aposentar, por isso a necessidade da realização do concurso.

“O piso salarial da secretaria de assistência (Secretaria Municipal de Assistência Social) é de r$ 415,00, enquanto a secretaria de saúde (Secretaria Municipal de Saúde) paga R$ 4 mil. Queremos nivelar isso”, disse Simone.


Foto: Jhonny Lima

Os manifestantes percorreram todo o entorno da Arena vestidos de preto, como forma de mostrar o luto pela situação dos profissionais do setor. “Viemos de luto e escolhemos a Arena para mostar ao indignação do quanto é gasto pelo Governo em outras coisas enquanto nós ficamos cada vez mais desvalorizados”, completou a sindicalista.

A manifestação já estava previamente marcada pelo Sindicato como parte de um movimento de âmbito nacional e por isso a paralisação não atingiu órgãos municipais como as unidades da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), já que profissionais da área de psicologia seriam remanejados para essas áreas.

Manifestações por todo o País 

Movimentos contrários à realização da Copa do Mundo realizam manifestações por todo o Páis e em outras partes do mundo. Estão marcadas manifestações em todas as cidades sedes da Copa, assim como em outras regiões do Brasil, como Sorocaba, São Carlos e Campinas – cidades do interior de São Paulo -, Belém, Vitória e Uberlândia, entre outras.

O dia foi divulgado nas redes sociais como a “manifestação das manifestações”, em alusão ao slogan usado pela presidente Dilma Rousseff, “a Copa das Copas”. Estão marcados também protestos em outros países como Chile, Espanha, Portugal, Estados Unidos e Alemanha. 

Estão envolvidos na organização do ato o Movimento dos Tabalhadores sem Teto (MST), além do Comitê Popular da Copa e o coletivo “Juntos”, formado por grupos de esquerda. Esses dois últimos estão envolvidos nas ações conhecidas como #nãovaitercopa, que tem sido a tônica nas redes sociais nos últimos meses.