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Rapaz é assassinado a pedradas por causa de celular

Segundo versão da família, Valni teria ido tomar satisfações com traficante que roubou aparelho celular de sua esposa quando foi morto

Local onde Valnir foi assassinado, no bairro Nova Cidade

Local onde Valnir foi assassinado, no bairro Nova Cidade (Lucas Silva)

Valni Pereira Filho, 24, morreu na madrugada desta sexta-feira (7), por volta das 00h30, após ser agredido com pedra e golpes na esquina das ruas Margarita e Mauritânia (antiga 69), no bairro Nova Cidade, na Zona Norte de Manaus. Ele teria sido morto porque foi tentar recuperar um celular roubado com traficantes da área.

Valni chegou em casa na noite de quinta e foi informado pela esposa que o celular dela havia sido roubado por um rapaz conhecido como “Pipi”, conhecido na área por envolvimento em tráfico e roubos. Segundo vizinhos, Valni resolveu sair, com a companheira, à procura dos assaltantes para tentar recuperar o aparelho.

Ele procurou pelos possíveis ladrões pelas ruas do bairro Nova Cidade por alguns minutos, e logo deixou a esposa em casa para seguir na moto com outro rapaz, o Rodrigo “Loirinho”. Valni e “Loirinho” localizaram “Pipi” reunido com outros três homens na esquina das ruas Margarita e Mauritânia.

Ainda de acordo com vizinhos, Valni questionou se os rapazes teriam roubado o celular da esposa e, após um desentendimento, os homens o agrediram com pedra e golpes até a morte. “Bateram tanto na cabeça dele que ele ficou irreconhecível. Era um rapaz trabalhador, e errou em mexer com esses bandidos”, declarou um morador de 60 anos que não quis se identificar.

Na manhã de ontem, a família de Valni ainda estava no Instituto Médico Legal (IML) para fazer a retirada do corpo e velar a vítima. “Ele não deixava faltar comida em casa, vivia para o filho dele de 1 ano. Já tinha trabalhado como lixeiro, em um lava-jato com o pai e agora era mototaxista”, contou uma moradora que também não revelou a identidade.

Violência

O assassinato de Valni está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que não informou as suspeitas do crime. Alguns moradores do bairro Nova Cidade relataram à reportagem a frequência de roubos e assaltos pelas ruas da área. “Aqui é assalto todo o dia. Quando é de noite a gente guarda tudo dentro de casa e se tranca”, contou um morador que não quis revelar a identidade.