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Reforma das calçadas na avenida Djalma Batista, em Manaus, gera prejuízos para comerciantes

Lojistas apontam queda de 60% nas vendas por conta da dificuldade de acesso e estacionamento para clientes às lojas após a revitalização. Toda a área está recebendo a sinalização da campanha “Calçada Livre”

Revitalização da avenida conta com a remoção de antigas calçadas para a construção dos novos modelos, agora com três metros de largura

Revitalização da avenida conta com a remoção de antigas calçadas para a construção dos novos modelos, agora com três metros de largura (Luiz Vasconcelos)

Donos de lojas situadas na avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus, reclamam que estão sofrendo uma queda de 60% nas vendas, além da falta de fiscalização por parte do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), depois que o projeto de requalificação e revitalização da nova Djalma Batista começou a ser implantado.

A gerente Taiana Negreiros, 32, da loja de colchões Ortobom, que fica em um trecho onde a obra já foi concluída, falou que os clientes não compram mais como antes da revitalização. “Quando as obras iniciaram as vendas caíram 90%. Achávamos que era um efeito da obra que prejudicou o acesso dos clientes. Porém, quando os trabalhos terminaram, o que aumentou na venda foi pouco. Ainda continuamos com uma queda de 60%”. Os clientes não têm onde estacionar, então passam direto”, detalhou Taiana.

A obra conta no projeto com a remoção de antigas calçadas para a construção dos novos modelos, agora com três metros de largura. O trabalho inclui a pigmentação de trechos do piso a ser instalado, a implantação de balizadores e sarjetas, além do rebaixamento de guias, tanto para a acessibilidade de pedestres, como para os estacionamentos regularizados.


Calçada livre

O estacionamento só será permitido nos trechos na avenida onde o comércio tiver acesso liberado, ou seja, cuja calçada esteja rebaixada e sem os balizadores. Toda a área está recebendo a sinalização da campanha “Calçada Livre”, que alerta motoristas a evitarem multa e a estacionarem apenas nas vagas permitidas.

Os lojistas que pretendiam manter vagas para estacionamento na porta de suas lojas, ultrapassando os três metros determinado pela Prefeitura de Manaus, tiveram que apresentar um projeto de calçada com cinco metros para estacionamento na frente da loja.

“Nós pagamos por essa calçada para que nossos clientes pudessem ter acesso à loja, só que outras pessoas estacionam e não entram na loja. Isso não vai dar certo. Para piorar, não existe fiscalização nenhuma e muitos carros continuam estacionando em lugar errado”, reclamou a gerente.

Os donos de lojas que optaram por não construir os cinco metros a mais de calçada agora estão tendo que pagar estacionamento opcional para garantirem vagas aos seus clientes.


A gerente da uma loja, que pediu para ter o seu nome preservado, disse que além da baixa nas vendas, ainda está tendo prejuízo por conta do problema de estacionamento. “Quando a Prefeitura nos informou que tínhamos que optar entre ter estacionamento ou calçada, não pensamos que iríamos ter de pagar estacionamento para os nossos clientes. Eles compram aqui e trazem o comprovante do estacionamento para a loja. Estamos pagando R$ 120 por mês para ter a clientela de volta”, declarou.

Fiscalização

A assessoria de comunicação do Instituto de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou que a fiscalização na área é realizada diariamente pelos agentes e os problemas relatados pelos lojistas entrevistados são casos isolados. Ainda assim, o órgão tomará as providências necessárias para reforçar a fiscalização no trecho comercial da avenida Djalma Batista.