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Reforma em terminal de Manaus deixa ambulantes apreensivos

Dos 104 ambulantes retirados do T5 por conta da reforma, 75 continuam na rua, à espera de autorização para voltarem

T5 [Reforma]

Por conta do impasse, as bancas dos 75 ambulantes que ainda não voltaram ao T5 continuam espalhadas pela calçada (Lucas Silva)

Os ambulantes que trabalham do terminal 5 (T5), no bairro São José, Zona Leste, estão apreensivos com a indecisão sobre o futuro deles dentro do terminal.

Segundo Carlos Nascimento, 48, que trabalha no terminal há 8 anos, até o momento apenas 29 vendedores receberam autorização e estão trabalhando dentro do terminal. Os outros 75 vendedores continuam com a mercadoria na rua, à espera de uma solução para o impasse.

Depois de terem sido retirados, na segunda-feira, pela Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), para a reinauguração do terminal, os ambulantes que tiveram que colocar suas barracas na parte externa do T5 procuraram a secretaria para realizar um cadastro e receber a lista de documentos necessários para conseguir um financiamento e, assim, realizarem a padronização das barracas.

Segundo Antonia Domingos de Menezes, 34, que esteve na manhã desta quinta (2) na Sempab, na próxima terça-feira (7) os ambulantes devem entregar a documentação para poder receber a autorização para trabalhar.

A reclamação de Antonia e de outros vendedores do terminal é a demora de todo esse processo, pois de acordo com eles, depois da entrega da documentação, eles devem esperar mais 20 dias para conseguir o financiamento.

Prejuízos
Também vendedora, Mariluce da Silva, 31, que está grávida de cinco meses, disse que algumas barracas foram saqueadas e outras foram “amassadas” pelos ônibus, que voltaram a estacionar no local. “Sem trabalhar não podemos nem pagar o vigia que cuidava das barracas durante a noite”, disse a vendedora. 

Os ambulantes questionam ainda os prejuízos que estão tendo durante os dias que estão parados, sem poder vender,  e como vão conseguir pagar as dívidas. “A reforma durou mais de três meses. Por que eles não conversaram e nos pediram essa padronização nesse tempo? Teríamos tido tempo para nos preparar”, acrescentou o ambulante Carlos Nascimento.

De acordo com a Sempab, até esta quinta, 32 ambulantes compareceram para regularizar a situação na secretaria. A secretaria informou, ainda, que 24 ambulantes estão em processo de transferência da banca e 19 não estão autorizados a trabalhar no T5, mas já foram cadastrados na Sempab e serão remanejados para trabalharem em outro local.

Segundo o titular da Sempab, Fábio Pacheco, a padronização das barracas seguirá o mesmo estilo do Centro, onde os clientes poderão identificar os vendedores pelo número de matrícula. Para garantir o padrão, será oferecido aos ambulantes uma linha de crédito pelo Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (FUMEQ), em que eles terão até 15 anos para pagar.

Incerteza em outros terminais
Os vendedores dos terminais T3 e T4,  que seguem em reforma e com previsão para serem entregues no início de fevereiro, estão apreensivos, sem saber o que vai acontecer quando tudo for inaugurado.

Segundo Osmar Florêncio Moreira, 62, que trabalha desde 2002 no T4, no bairro Cidade Nova, Zona Norte,  nenhum representante da Sempab entrou em contato com os vendedores para dar um posicionamento sobre o que será feito. “Eu  estou com medo, não tenho mais idade para procurar um outro lugar para trabalhar”, disse.

Entre os ambulantes do T3  a incerteza e o medo também são grandes. Para Evanilda de Souza, 34, se acontecer o mesmo que aconteceu no T5, os ambulantes sairão ainda mais prejudicados.

Segundo a Sempab, assim que o processo de cadastramento dos ambulantes do T5 for finalizado, a secretaria irá iniciar uma negociação com os vendedores dos outros terminais.