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Retorno do abastecimento em estação do Proama será fiscalizado

Arsam vai passar o final de semana em inspeção para confirmar se o fornecimento das Zonas Norte e Leste foi realmente normalizado; investigações sobre sabotagem continuam

Obras realizadas na estação de captação das Lajes do Proama por conta do acidente foram concluídas no último dia 23

Obras realizadas na estação de captação das Lajes do Proama por conta do acidente foram concluídas no último dia 23 (Luiz Vasconcelos)

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos no Estado do Amazonas (Arsam) passará o final de semana em fiscalização, nas Zonas Norte e Leste de Manaus, para confirmar se o fornecimento de água nas regiões foi de fato normalizado, conforme informou, ontem, a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e a concessionária Manaus Ambiental.

Há um mês, o fornecimento do serviço às duas zonas mais populosas da cidade era irregular, segundo a PMM e a Manaus Ambiental, por conta do acidente ocorrido na estação de captação das Lajes, o Programa Águas para Manaus (Proama).

A PMM informou ontem que o fornecimento de água nas zonas Norte e Leste da cidade estava 100% normalizado desde o meio dia de ontem. Já a Manaus Ambiental enviou nota técnica à Arasam, informando que o serviço já estava regular em todos os bairros das duas zonas e que apenas problemas pontuais estavam sendo resolvidos pelas equipes da concessionária. “A informação que recebemos da Manaus Ambiental é que só algumas ruas, localizadas em locais mais altos, ainda apresentavam problemas. Mas que equipes da concessionária estavam indo aos locais solucioná-los”, declarou o presidente da Arsam, Fábio Alho.

O presidente da Arsam informou, ainda, que os engenheiros e técnicos do órgão passaram o dia na rua verificando se o fornecimento estava realmente normalizado. Segundo Fábio Alho, nos locais fiscalizados hoje, a água estava nas torneiras. “Mas são muitos bairros. Então, vamos continuar circulando no sábado, domingo e segunda para verificar se há qualquer irregularidade prejudicando os usuários”, disse.

De acordo com nota enviada pela PMM, na quinta-feira, o serviço estava regular, e apenas algumas ruas dos bairros Mutirão, Novo Reino e Nova Vitória estavam passando por algumas intervenções e não tiveram o abastecimento restabelecido.

Na rua Mirra do João Paulo 2, na Zona Leste, o pedreiro José Campos Silva, 58, comemorou a volta da água. Segundo ele, os carros-pipa não passavam no local. Outro prejuízo durante a seca na Zona Leste foi o desemprego. “Ninguém constrói nada, as obras param, estava sem dinheiro para comprar, sem emprego, só não passei fome porque o povo se ajudou”, declarou.

O acidente entre a balsa e a plataforma do Proama deixou aproximadamente 500 mil pessoas sem água.

Investigações ainda sem conclusão

Um mês após o acidente que provocou a interrupção da captação na Ponta das Lajes nenhuma das investigações abertas para averiguar o caso foi concluída ou apontou qualquer indício sobre a causa do acidente. Investigam a colisão de uma balsa da empresa FT Soares Comércio e Navegação com uma pilastra da ponte de captação do Proama, o 28º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o 9º Distrito Naval.

O acidente ocorreu no último dia 24 de junho. Na ocasião, a informação foi de que a balsa rebocador teria apresentado problemas mecânicos e se chocado contra um dos pilares da ponte de sustentação da estação, ponto considerado de extrema importância da estrutura, próximo à margem do rio. O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), e o governador do Amazonas e candidato à reeleição, José Melo (Pros), levantaram a hipótese de que o acidente poderia ter sido proposital.

A Polícia Civil abriu um inquérito e informou que o mesmo seria concluído em um mês. Apesar disso, ontem a reportagem consultou o órgão e a informação foi de que o inquérito ainda não foi concluído. O 9º Distrito Naval abriu um Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN) e informou que o prazo de conclusão é de 90 dias.