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Reforma da Praça da Matriz, um dos principais cartões postais de Manaus, fica de fora da Copa

Local que concentra a memória de Manaus está isolada com muro. Os atrasos nas obras revitalização do Centro deixou alguns espaços fora dos roteiros turísticos do Mundial, ao contrário das promessas feitas pela gestão municipal

Isolamento da Praça da Matriz prejudica o turismo e torna a área mais vulnerável à ação de criminosos

Isolamento da Praça da Matriz prejudica o turismo e torna a área mais vulnerável à ação de criminosos (J. Renato Queiroz (março/2014))

Nos últimos meses, uma imagem vem chamando a atenção das pessoas que passam pelas proximidades do Relógio Municipal, no Centro: uma faixa verde, de grande extensão, isola a área da Praça da Matriz, onde fica a famosa igreja, do resto da região.

A imagem é simbólica por representar o isolamento, como um todo, do Centro de Manaus dos roteiros turísticos para a Copa do Mundo. Local que concentra boa parte da memória da cidade, o Centro foi tomado por aglomerações de ambulantes, e sua paisagem em nada lembra a região arborizada e de belos casarões ostentada até a década de 1970. Agora, em plena semana da Copa, a área é incapaz de oferecer qualquer atrativo para a visitação.

O problema vem se acumulando ao longo de gestões sucessivas de prefeitos de Manaus e, com exceção de obras pontuais, como a revitalização do Teatro Amazonas, do Largo de São Sebastião e outros prédios históricos, nada foi feito. Esse panorama, que perdurou por mais de três décadas, pareceu enfim estar próximo de uma mudança há dois anos, com a campanha vitoriosa do prefeito Artur Neto (PSDB-AM), onde foi apresentado, como um de seus carros-chefes para a eleição e a Copa, um plano de revitalização da região.

Até esta segunda-feira (9), porém, as únicas mudanças visíveis no Centro são a remoção dos camelôs das avenidas 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro, no coração da área. Do programa de obras apresentado em agosto do ano passado, que incluía a recriação do aspecto original da Praça da Matriz, incluindo a Praça do Relógio, que era separada da Matriz por uma rua paralela à Av. Eduardo Ribeiro, a restauração das praças Dom Pedro II, Tenreiro Aranha, Adalberto Vale e dos Remédios, do Pavilhão Universal (na praça Tenreiro Aranha), da antiga sede da Câmara Municipal e do Museu do Homem do Norte, só se viu a colocação de tapumes e faixas de isolamento na Matriz, o que criou um problema adicional: o isolamento da igreja de mesmo nome, considerada a principal da cidade e que recebe centenas de devotos diários, além de turistas. O entorno ainda sofre com a cheia do Rio Negro, que já alaga as ruas.

O problema, segundo a prefeitura, foi a ausência dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, do Governo Federal, que previa o repasse de cerca de 7 milhões de reais para financiar a revitalização dos prédios do Centro histórico. A falta do dinheiro criou uma situação de indefinição no local, que também acumula lixo, desagradando moradores. A retirada provisória dos camelôs, que, segundo projeto da prefeitura, serão remanejados para shoppings populares, custa R$ 18 mil reais mensais ao contribuinte, o preço do espaço utilizado para a sua alocação.

A reportagem do Portal A CRÍTICA tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para saber os motivos do atraso nas obras da Matriz, mas não foi possível até a publicação desta matéria. A assessoria do órgão informou, porém, que 94,7% das obras para a Copa foi concluída, restando apenas a entrega das últimas paradas do sistema BRS (Bus Rapid System) e do Complexo Viário 28 de Março. A revitalização do Centro não faz parte das obras da Copa.

Nova Ponta Negra também precisa de reformas

O avanço de erosões na orla da segunda etapa do Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, preocupa quem costuma frequentar o local para fazer caminhadas ou apenas passear e que teme que um acidente grave possa ocorrer. Quem passa pelo local diariamente alerta que, a cada semana, as erosões estão maiores. A prefeitura informou que já está elaborando um projeto para conter as erosões, que deve ser concluído no próximo verão.

“Venho caminhar todos os dias aqui nessa na orla e conheço cada centímetro dela. Nos últimos dias notei que está caindo um novo pedaço de barranco todos os dias”, relatou o aposentado Roberto Bonfim, 60, frequentador assíduo do local.

A professora de educação física Ana Luzia Nascimento de Oliveira, 33, disse temer pela segurança dos pedestres, especialmente durante a noite, uma vez que não há nenhuma placa alertando sobre o perigo de desmoronamento ou mesmo isolando o local.

“Eu costumo frequentar a Ponta Negra à noite e já estacionei meu carro aqui bem próximo ao barranco, mas não tinha visto a extensão da erosão. Isso aqui está um perigo, especialmente à noite. Tem gente que chega bem próximo dessas erosões, correndo risco, pois não tem ninguém impedindo as pessoas de se aproximarem e a área nem está cercada”, reclamou.

O industriário Diego Santiago Gomes, 30, cobrou mais cuidado com a manutenção diária da Ponta Negra. “Moro no Tarumã e a praia da Ponta Negra é meu caminho todos os dias. Ela está muito bonita, mas tem que ser cuidada, tem que haver consertos, não apenas varrer, tem que manter a segurança para quem frequenta. Essa erosão só vão resolver quando uma pessoa se acidentar ou quando um carro for engolido” criticou.

* Com informações da repórter Perla Soares.