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Nível do rio Negro continua subindo e deve ultrapassar cheia de 2013 na próxima semana

Nível do rio Negro deve subir mais 31 centímetros em junho e chegar em 29,60 metros, ultrapassando a marca registrada no ano passado. Quatorze bairros de Manaus já estão sofrendo com a enchente

Feira Manaus Moderna, no Centro da cidade, já está tomada pelas águas do rio Negro

Feira Manaus Moderna, no Centro da cidade, já está tomada pelas águas do rio Negro (Luiz Vasconcelos)

Por 37 centímetros as águas do rio Negro não devem ultrapassar este ano o recorde histórico da cheia de 2012, que marcou 29,97 metros, conforme previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Em 2014, o rio Negro deve atingir a cota máxima de 29,60 metros, a partir da primeira semana do mês de junho. A marca deste ano, porém, ultrapassará em 27 centímetros o volume máximo do ano passado, que foi de 29,33 metros.

Nesta sexta, o volume de águas marcava 29,29 metros, e nos próximos dias, ou até a primeira quinzena de junho, o nível do rio Negro deve subir mais 31 centímetros até os 29,60 metros. Conforme o diretor do CPRM, Marco Oliveira, o volume deste ano será influenciado, principalmente, pela recorde na subida das águas do Rio Madeira, no sul do Estado, que foi de 70 metros cúbicos por segundo, sendo o normal 40 ou 50 metros cúbicos por segundo.

“Todo ano a cheia é diferente. Esse ano foi o fator rio Madeira, que sofreu uma cheia excepcional. Nas outras cheias a contribuição do Madeira era muito pouca”, disse Marco Oliveira. “O volume das águas atingiu primeiro a região do Baixo Amazonas (sul do Estado), causando situação de emergência em alguns municípios e depois atingiu Careiro e Manaus”. Segundo o diretor do CPRM, a subida das águas até 29,60 metros também dependerá da situação do rio Solimões.

“Essa previsão é feita em função da régua do Porto de Manaus. É uma equação a partir da série história de 100 anos do porto”, completou Marco Antônio. De acordo com o CPRM, baseando-se nas medições dos últimos anos, o volume máximo de 29,60 metros deve permanecer nesse nível em torno de 40 a 45 dias. A vazante do rio Negro, ou seja, a descida das águas, só deve acontecer após o período de 40 a 45 dias.

“Essa descida acontece de forma lenta, porque o nível fica alguns dias parado e volta a descer um centímetro por dia. Como a cota de emergência em Manaus aconteceu no mês de maio, a descida aconteceria no final do mês de junho”, disse o diretor do CPRM. Ele explica que o nível de 28,94 metros já é considerado estado de emergência. Em todo o Estado, 33 municípios já estão em situação de emergência.

Defesa Civil

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, dos 33 municípios em emergência, dois já decretaram estado de calamidade – condição determinada pelo alto risco para a população: Humaitá, banhado pelo rio Madeira, e Boca do Acre, banhado pelo rio Purus. Em todo o Estado, 232.164 pessoas já foram atingidas pela cheia deste ano, sendo 46.216 famílias. Em Manaus, são 9.876 pessoas afetadas e 1,975 famílias.

Manaus

A Defesa Civil de Manaus divulgou número de 14 bairros já afetados pela enchente em 2014: Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida e Centro, na Zona Sul; Glória, Compensa, Santo Antônio, São Jorge e Tarumã, na Zona Oeste; e Mauazinho e Puraquequara na Zona Leste de Manaus.

Auxílio-aluguel

Aproximadamente 1.400 famílias já foram cadastradas em Manaus para receber o auxílio aluguel, quantia de R$ 300 que permite aos moradores alugarem outros imóveis durante a cheia. Há previsão de 3 mil famílias cadastradas no próximo mês de junho pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh).

Pontes

Conforme a Defesa Civil Municipal, já foram construídas 41 pontes de madeira, 310 só pelas comunidades afetadas, ao todo 3.235 metros de pontes. As pontes são a única forma de garantir o acesso de moradores às áreas alagadas. De acordo com a Prefeitura de Manaus, cerca de 900 toneladas de lixo já foram recolhidas dos igarapés da cidade durante o período de cheia.