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Rodoviários confirmam catraca livre nos ônibus em Manaus nesta quarta-feira (23)

Os funcionários pretendem pressionar o poder público e as empresas de ônibus para garantirem reivindicações durante greve. Não houve negociação durante reunião no Ministério Público do Trabalho na manhã desta terça (22)

Garagem Global Green

(Clóvis Miranda - 16/Ago/2013)

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) divulgou que a partir das 4h da manhã desta quarta-feira (23), em Manaus, haverá catraca livre nos ônibus. O anúncio foi feito pelo presidente do sindicato, Givancir Oliveira, apesar do movimento ser considerado ilegal. Os funcionários pretendem pressionar o poder público e as empresas para garantirem reivindicações da categoria.

A confirmação de catraca livre, ou seja, a utilização do transporte coletivo urbano sem a cobrança de tarifa, aconteceu após impasse entre os rodoviários e os empresários em reunião na sede do Ministério Público do Trabalho da 11ª Região (MPT). As duas partes não entraram em acordo sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015 da categoria dos rodoviários.

Na reunião no MPT, presidida pela procuradora chefe Alzira Melo Costa, os representantes dos rodoviários não aceitaram a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram) – de aumento de 6% no salário, cesta básica de R$ 195 e mais 10% no tíquete refeição e lanche. A categoria exige, no mínimo, aumento de 9%.

“É vergonhosa e incabível uma proposta de 6% tendo em vista o faturamento bilionário do Sinetram e dos incentivos milionários que recebem da Prefeitura de Manaus. Estamos abertos para negociar até a 00h de hoje, basta a prefeitura melhorar a proposta”, disse Givancir Oliveira.

Segundo o presidente do Sinetram, Algacir Gurgacz, 6% é o máximo possível para aumento dos salários dos rodoviários sem que haja reajuste no valor da tarifa do transporte. “Isso tem um ganho real de 0,5% dos funcionários. Se fosse pra dar só um aumento de acordo com a inflação seria de 5,61%. Estamos fazendo esse estudo há um ano”, acrescentou.

De acordo com Gurgacz, o Sinetram vai entrar com uma ação judicial no Tribunal Regional do trabalho (TRT) para que o movimento catraca livre seja considerada ilegal e que os rodoviários sejam multados em R$ 10 mil por dia e por ônibus.

Negociação

A procuradora Alzira declarou que o MPT encerrou o papel de mediador no impasse. “Não foi possível chegar a um acordo principalmente porque os rodoviários se recusam a negociar sem que haja o abono do dia 07 de abril passado, quando ocorreu a paralisação total do sistema de transporte urbano na cidade de Manaus”, explicou.

É proibido

Por meio de uma liminar concedida ao Sinetram, a juíza do Trabalho Eulaide Maria Lins Vilela determinou multa de R$ 10 mil por dia e por ônibus caso os rodoviários realizem catraca livre. Conforme o Sinetram, além da proibição, os grevistas estariam cometendo crime de apropriação indébita durante a catraca livre, já que os passageiros não pagariam as passagens. Há previsão de pena de até cinco anos de prisão mais multa.