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Rua no São Jorge tem trecho fechado sem necessidade por militares, denunciam moradores

Rua Brasil, no bairro da Zona Oeste, é constantemente fechada por residentes de uma vila militar próxima ao local, que instalam arame farpado e cancelas em plena via pública

Militares questionados por A CRÍTICA alegaram que passaram a restringir o acesso na via por conta dos assaltos

Militares questionados por A CRÍTICA alegaram que passaram a restringir o acesso na via por conta dos assaltos (J. Renato Queiroz)

Moradores da rua Brasil, no bairro de São Jorge, Zona Oeste, denunciaram que um trecho da rua, na vila militar, foi fechada “arbritrariamente” por oficiais do Exército, impedindo o acesso de veículos, motos e até bicicletas. Quem precisa trafegar por ali, precisa desviar o caminho por vias próximas para chegar ao seu destino.

Esta semana, A CRÍTICA esteve no local e constatou que o trecho estava fechado por arame farpado e cancela, além de contar com a vigilância de militares. Ao tentar seguir na rua, o carro da reportagem foi impedido de continuar, pois somente pessoas “autorizadas” poderiam passar por ali. A via “foi fechada pelo quartel porque ocorreram muitos assaltos por aqui”, explicou um soldado.

Segundo a moradora da rua Itaporanga, Raquel Cardoso, que anda de bicicleta no bairro, quando tentou prosseguir na rua Brasil, mandaram que voltasse ou escolhesse outra rua para seguir viagem. “Primeiro, eu achei que estavam construindo alguma coisa, mas a rua foi simplesmente fechada pelos militares, sem qualquer explicação e isso é um desrespeito ao cidadão”, desabafou, indignada.

O direito de locomoção é previsto no art. 5º da Constituição Federal, XV, onde diz que “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

Direito cerceado

Na opinião de Raquel, o fechamento da via está impedindo o direito do cidadão de se locomover naquela área, frustrando trabalhadores e moradores que necessitam utilizar aquele trajeto para chegar ao seu trabalho, à escola ou outro local. Nas proximidades, funcionam as escolas Padre Estélio Dalisson e Fueth Paulo Mourão.

“É um acesso público, dentro do bairro, entendo que não pode ser fechado dessa forma. Por várias vezes tentei passar por ali e não consegui. Se é uma via pública, e nós pagamos impostos, por que fazem isso?”, questiona a pedagoga Rejane Freitas. “Só deixam entrar os moradores que são militares, mas não se trata de um condomínio fechado. Simplesmente interditaram a rua e não houve nenhum tipo de satisfação à população”, acrescentou.

Sem autorização

O Manaustrans informou que não recebeu nenhum tipo de solicitação para o fechamento da rua. E, mesmo quando um pedido é submetido ao órgão, a autorização é temporária, informou o instituto.