O gestor da Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus (Semex), Rafael Lemos Assayag, pede nesta segunda-feira (18) proteção para a Polícia Federal.
O secretário revelou em entrevista à A Critica, no último sábado (16), que enfrenta dificuldades e ameaças para realizar ações inerentes à pasta municipal. Segundo ele, a retirada dos camelôs da área central da cidade é uma missão difícil.
“É público que houve prisões no final da gestão do ano passado, de gente que ganhou dinheiro alimentando banca de camelô no Centro. Queremos evitar tudo isso. Não seremos omissos. A intenção é colocar os camelôs em um local digno, de maneira pacífica. E só serão beneficiados os que são verdadeiramente camelôs. Banca de agiota e de empresários que possuem redes de camelôs vão perder. Banca de estrangeiros, recém-chegados à Manaus também, pois não há condições de absorver estrangeiro atuando como camelô no Brasil. Um brasileiro pode montar uma banca no Centro de Lima (Peru) de uma hora pra outra? Possivelmente não. Mas Manaus é terra do pode tudo. Aqui tem Peruano, coreano, chinês, haitiano, nigeriano... E este é um grupo perigoso, o das máfias internacionais. Não são todos, mas alguns deles fazem parte desses grupos. Tenho recebido ameaças de todos os tipos que você pode imaginar e por precaução, me desloco com seguranças. Mas não vou deixar de fazer meu trabalho. Poderia muito bem continuar tocando minha vida como empresário e engenheiro, mas topei este desafio”, disse Assayag.