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Hospital confirma morte de estudante por meningite e Semsa nega surto da doença em Manaus

De acordo com a Semsa, a morte da estudante não pode ser considerada como início de surto, pois foi um caso isolado. O colégio onde a jovem estudava foi interditado nesta sexta-feira (11)

A Escola Estadual Sólon de Lucena foi interditada e passou por higienização após a notícia da morte da estudante

A Escola Estadual Sólon de Lucena foi interditada e passou por higienização após a notícia da morte da estudante (Antônio Lima)

Um surto de meningite em Manaus foi descartado pelo secretário de Saúde do Município, Homero de Miranda Leão, na tarde desta sexta (11), em coletiva de imprensa. A suspeita de surto da doença ocorreu após a morte de uma estudante ser confirmada, clinicamente, como meningite, na noite de quinta (10).

A jovem Talita Ferreira Gomes, 18, estava internada no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, e apresentava sintomas de cefaleia, febre, vômito, convulsão, rigidez na nuca e petéquias (vermelhidão na pele causados por pequenas hemorragias). Ela estudava o terceiro ano do Ensino Médio na Escola Estadual Sólon de Lucena.

Segundo a diretora Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (DVAE), da Secretária Municipal de Saúde (Semsa), Angélica Tavares, a morte de estudante não pode ser considerada como início de um surto de meningite porque não apresenta características para tal.

Conforme Angélica, de janeiro a março de 2013, foram registrados 23 casos de meningite em Manaus, com duas mortes. Entretanto, foram casos isolados, em diferentes zonas da cidade. “Para ser surto, tem que acontecer em um curto período de tempo e com um número absurdo de diagnósticos, e em uma única área de infectados”, disse Tavares.

A comprovação sanitária sobre a causa da morte da estudante Talita será investigada por uma equipe da DVAE e a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) e o laudo deve ficar pronto entre 15 a 30 dias.

Medicação

Conforme o secretário Homero de Miranda Leão, pessoas que tiveram contato mais próximo com a estudante Talita, 21 familiares e vizinhos e 12 estudantes próximos, foram medicados com o antibiótico Rifampicina. Eles serão monitorados por três dias para verificar a eficácia do bloqueio às bactérias da meningite.


Os 12 estudantes medicados eram amigos de Talita ou sentavam próximo à ela dentro da sala de aula. De acordo com o secretário Homero Miranda Leão, quem sentava longe da jovem na sala de aula teria menos probabilidade de ser contagiado e, por isso não tem necessidade de ser monitorado e medicado.

Interdição

O colégio onde Talita estudava foi interditado nesta manhã e funcionários e alunos foram impedidos de entrar no local. A interdição ocorreu para que equipes de vigilância sanitária higienizassem o ambiente. As aulas voltarão ao normal na segunda (14) e no domingo (13) serão realizadas provas de um concurso público no local. A escola está de luto.

Doença

A meningite acontece quando há inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. A doença pode ser causada por bactérias ou vírus, mas nem todas são contagiosas ou transmissíveis (como a rara meningite meningocócica, contagiosa por meio da fala, tosse, espirros e beijos).

Teoricamente, pessoas com qualquer idade podem contrair meningite, mas as crianças menores de cinco anos são mais atingidas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central e por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.

*Colaborou o repórter Florêncio Mesquita