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Em Manaus, servidores do IBGE se manifestam contra corte orçamentário do Governo Federal

O ato é uma resposta às atuais condições do órgão de estatística e à falta de comprometimento com a qualidade dos dados por ele computados. O corte em 50% do orçamento equivale a R$ 44 bilhões, por exemplo

Manifestação dos servidores do IBGE

Manifestação dos servidores do IBGE tem como principal denúncia o descaso do Governo Federal com o órgão e suas pesquisas fundamentais (Divulgação)

Os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Amazonas (IBGE-AM) realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (1°), na frente do prédio da instituição, localizado na avenida São Jorge, 624, bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, contra o que eles classificaram de descaso do Governo Federal.

O ato envolveu os servidores, que vestiram-se com roupas e laços pretos para simbolizar o “luto” pela atual diretriz do Ministério do Planejamento, que recentemente teve seu orçamento cortado em torno de 50%, algo equivalente a R$ 44 bilhões.

O corte obrigou o órgão a adiar pesquisas fundamentais para o País, como a Pesquisa de Orçamentos Familiares e a Contagem Populacional 2015, o que irritou os funcionários. Segundo eles, o adiamento atrasará o reajuste do Fundo de Participação dos Municípios, uma vez que a população não terá sido computada em tempo hábil.

Érica Peres de Souza, coordenadora do núcleo sindical do Instituto, denuncia as consequências do corte. “O corte acarreta a aglutinação de pesquisas importantes como a Pesquisa de Orçamentos Familiares, marcada para este ano; o Contagem Populacional, que ficaria para 2015; e o Censo Agropecuário, originalmente previsto para 2016. Isso mostra que o Governo Federal não tem comprometimento com a qualidade dos dados”, denuncia.

A situação também expõe o estado da Instituição atualmente. “Nos últimos anos, temos visto um sucateamento massivo da profissão, com a mão de obra temporária sendo praticamente dobrada”, explica Érica. De acordo com ela, o Governo alega que estes profissionais só fazem parte da coleta dos dados, mas na prática, eles fazem bem mais que isso.

Enquanto novos concursos públicos não são feitos para preencher os cargos que atualmente têm ficado vacantes devido à aposentadoria de antigos funcionários, “os temporários trabalham com salários indignos, direitos reduzidos e sem a devida supervisão dos efetivos, que não dão conta do volume dos temporários”, expõe a coordenadora.

“A indenização de deslocamento, por exemplo, que é um valor pago para o servidor se deslocar até um determinado local a ser analisado, é garantida aos efetivos, mas não aos temporários”, ressaltou. Para fins comparativos, um temporário recebe, em média, R$ 1,2 mil de salário líquido, enquanto um servidor de mesmo nível recebe por volta de R$ 3,5 mil, expondo uma diferença significativa.

A intenção não foi bloquear o trânsito durante o ato, mas chamar a atenção para um grave problema. “Queremos mostrar repúdio”, conclui Érica. O protesto se manteve pacífico e durou cerca de uma hora, entre 8h e 9h.