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Servidores bloqueiam entrada da Ufam durante protesto na manhã desta segunda (12), em Manaus

Ônibus e automóveis foram impedidos de adentrar no campus por conta do bloqueio, o que causou tumulto e congestionamento na avenida General Rodrigo Octávio, que dá acesso à "estrada da Ufam"

manifestação

Em greve desde 17 de março, os servidores exigem direitos prometidos pela reitoria desde a paralisação ocorrida em 2012 (Luiz Vasconcelos)

Troncos de árvore, pedaços de ferro, cadeiras, faixas e veículos foram usados para bloquear a entrada do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus, no bairro Coroado, Zona Leste, na manhã desta segunda-feira (12), durante um protesto promovido pelos técnicos administrativos da instituição, em greve desde 17 de março.

Ônibus e automóveis foram impedidos de adentrar no campus por conta do bloqueio, o que causou tumulto entre acadêmicos e servidores, e congestionamento na avenida General Rodrigo Octávio, que dá acesso à “estrada da Ufam”. Alguns usuários dos coletivos 125, 616, 352, 002 e 001 tiveram que desembarcar na Rodrigo Octávio, antes do ponto de parada, e seguir a pé.


“As atividades estão prejudicadas, uma vez que a gente precisa do transporte para entrar na universidade. Mas ainda assim eu apoio a greve porque a Ufam está totalmente sucateada. Milhões de dinheiro são usados para outras coisas enquanto nossos banheiros estão quebrados, por exemplo”, disse o pesquisador Jardson Ferreira, 22.

Os servidores da Ufam reivindicam direitos que foram prometidos pela direção da universidade desde a greve ocorrida em 2012, e que não foram cumpridos até agora, como o aumento no salário, que atualmente é R$ 720 (salário mínimo), para três salários mínimos, e recebimento de benefícios como vale transporte, vale alimentação, cesta básica.


Um carro de som era usado para propagar as reivindicações. Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), Crizolda Assis de Araújo, desde a greve de 19 de março, estudantes de mestrado exercem atividades administrativas nos departamentos. Os servidores exigem o fim desse desvio de função.

Alguns professores e alunos deram apoio ao protesto, mas também houve quem discordasse. O estudante de engenharia Adrian Santos de Medeiros tentou desfazer o bloqueio retirando pneus e cadeiras do caminho, mas foi imobilizado pelos manifestantes. Os técnicos administrativos disseram que permanecerão no local até que alguém da reitoria se manifeste.

Professores

Na última quinta (8), os professores da Ufam aprovaram indicativo de greve, sem data para início, após a realização de uma assembleia na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua). A paralisação, segundo a classe, funcionará como uma retomada da paralisação nacional ocorrida em 2012. Estão previstas reuniões entre os dias 19 a 22 de maio.

*Colaborou a repórter Perla Soares