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Empresários esperam resposta do sindicato dos rodoviários de Manaus sobre acordo coletivo

O sindicato dos empresários disse que aceitou quase todas as reivindicações dos rodoviários em reunião na última sexta (25), onde foram discutidas 50 cláusulas não econômicas referentes à convenção dos trabalhadores

Os rodoviários também estão proibidos de fechar as garagens das empresas e de promover a chamada “Catraca Livre”

Abertura de dissídio é para evitar realização de greves, como a ocorrida no último 7 de (Arquivo AC)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) está aguardando a resposta do Sindicato dos Rodoviários para finalizar as negociações da Convenção Coletiva 2014/2015 dos trabalhadores. As propostas foram apresentadas em reunião na sede da Superintendência Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU), na última sexta (25).

No encontro foram discutidas mais de 50 cláusulas não econômicas referentes à convenção dos trabalhadores, entre elas a compensação de horas extras, férias, tíquetes alimentação e prevenção contra acidentes. Alguns pontos ficaram definidos e os sindicalistas garantiram que apresentariam as propostas aos trabalhadores nesta terça-feira.

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, boa parte das reivindicações dos sindicalistas foram aceitas pelo Sinetram, e esperam apenas a resposta dos mesmos para finalizar o acordo. O assessor ressalta, ainda, que os sindicalistas já concordaram em entrar com o Dissídio Coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

“Aceitamos a maioria das propostas para chegarmos a um acordo quanto essa questão. Temos até o da 1º de maio, dia que se inicia a data-base, para resolver tudo isso. Com o Dissídio Coletivo, os sindicalistas ficam proibidos de realizar greves. Não existe essa conversa de que nós não queremos aceitar as propostas, o Sinetram está tentando resolver tudo isso o mais rápido possível, para que os colaboradores possam trabalhar tranquilos e os usuários tenham um transporte de qualidade”, destacou Borges.

Ainda de acordo com o assessor jurídico, além das cláusulas não econômicas, as propostas de 6% de reajuste salarial, 7,18% na cesta básica, 10% no tíquete refeição e 16,67% no lanche, o que resultou uma proposta de reajuste médio de 9,96%, foram mantidas.

Silêncio

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, não atendeu as chamadas para esclarecer se vai aceitar a abertura do dissídio coletivo e assim evitar a realização de greves no sistema de transportes de Manaus.