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Sinetram contesta reivindicações dos rodoviários após primeiro dia de paralisação

Segundo o órgão, paralisações constantes evidenciam caráter político. Reivindicações expostas pela classe nesta segunda-feira (10) a para a greve geral desta terça (11) foram contestadas pelo Sindicato das Empresas 

Segundo a Prefeitura, 80% dos ônibus circularam durante a paralisação desta segunda-feira (10)

Segundo a Prefeitura, 80% dos ônibus circularam durante a paralisação desta segunda-feira (10) (Lucas Silva)

Após 200 mil pessoas serem prejudicadas com a paralisação dos trabalhadores do sistema de transporte coletivo de Manaus desta segunda-feira (10), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou que as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) são ilegítimas. Segundo o Sinetram, a greve tem caráter político e não há motivos para uma nova paralisação geral prevista para esta terça-feira (11).

De acordo com Élcio Campos, vice-presidente do STTRM, a classe exige melhorias nas leis de trabalho. “Queremos a rescisão do contrato da empresa Líder com um banco que não oferece sistema de pagamento, além da análise da convenção coletiva de 2012 e a extinção da compensação de horas de trabalho”, explicou o vice-presidente.

Nesta segunda-feira, 70% da frota que contempla as Zonas Oeste, Sul, Centro-Oeste e Centro-Sul circularam nos horários de pico (7h às 9h; 17h às 19h) e 30% nos demais. Atualmente, a capital conta com aproximadamente 9.000 trabalhadores de transporte coletivo, entre eles motoristas e cobradores.

O Assessor Jurídico do Sinetram, Fernando Borges, informou em coletiva que todas as reivindicações colocadas nesta greve pelo Sindicato não são válidas e o caráter político adotado pelo STTRM não pode ser descartado.

Assessor Jurídico do Sinetram, Fernando Borges, rebateu pontos levantados pelos rodoviários (Foto: Bruno Kelly)

“Desconhecemos o motivo da classe não aceitar o banco Caruana como responsável pela manutenção da conta corrente. Temos um documento expedido pelo Banco Central que aprova o funcionamento e a legalidade, por conta disso, não há motivos. Em relação à convenção coletiva de 2012/2013 não assinada pelo presidente Josildo Oliveira, é idêntica às de 2011/2012 e 2013/2014. A terceira notificação é em relação a compensação de jornada, porém, ela é possível e perfeitamente legal aos olhos do Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, explicou.

De acordo com Borges, uma nova negociação com a classe será impossível visto que todas as possibilidades se esgotaram. “Não há como sustentar um sistema se não houver colaboração entre as empresas, a Prefeitura e os trabalhadores. É nítida a melhoria e o investimento das empresas de dois anos pra cá, por isso, não é razoável fazer uma greve por mês. Estamos abertos a discutir casos pontuais que sabemos que ocorrem, porém precisamos que nos deixem trabalhar”.

O Sinetram entrou com uma liminar na Justiça nesta segunda-feira com o objetivo de impedir a paralisação de 100% da frota anunciada para esta terça-feira (11). “Esperamos que essa medida evite a greve de amanhã ou aumente as porcentagens para 80% em horários de pico e 50% para os outros. Também já notificamos o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) e o Ministério Público do Trabalho (MPT/AM) para investigar a conduta dessas lideranças sindicais”, explicou.

Após as declarações de Borges, a equipe de reportagem tentou entrar em contato com os representates do Sindicato dos Rodoviários, porém os mesmos não foram localizados para falar sobre o assunto.

Circulação de 80% nesta segunda (10)

Fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) estiveram presentes nas garagens nas dez empresas do sistema de transporte coletivo desde as 3h da manhã desta segunda-feira (10), em virtude da greve dos rodoviários. A atuação dos fiscais teve como objetivo verificar o cumprimento da determinação judicial emitida pelo Tribunal Regional de Trabalho (TRT) de que 70% da frota operasse normalmente, no entanto, foi registrada a circulação de 85,66% da frota.

Das dez empresas, cinco (Rondônia, Açaí, Expresso Coroado, Global, Transtol) operaram com 100% de suas frotas previstas para os dias úteis. A empresa Integração esteve com 90% da frota em operação e a São Pedro, Líder, Vega, Via Verde, com 70%. Segundo a Prefeitura, a SMTU continuou acompanhando a operação das empresas na tarde de hoje durante a greve da categoria.