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Sinetram e rodoviários não entram em acordo e nova greve não é descartada

Trabalhadores consideraram proposta 'humilhante' e marcaram assembleia nesta terça (15) para analisar possibilidade de nova paralisação. Presidente do Sinetram, Algacir Gurgacz, afirma que classe "quer bagunçar a cidade"

Mediada pela Procuradora Chefe do MPT, Alzira Costa, reunião contou com a participação de representantes do Sindicato dos Rodoviários, SMTU e Sinetram

Mediada pela Procuradora Chefe do MPT, Alzira Costa, reunião contou com a participação de representantes do Sindicato dos Rodoviários, SMTU e Sinetram (Elisângela Araújo)

Após reunião nesta terça-feira (15) na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), os rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não entraram em acordo a respeito das reivindicações expostas pela classe. O Sinetram ofereceu 6% de reajuste no salário, cesta-básica, vale-lanche e vale-refeição, porém os trabalhadores exigem aumento real de 10%. Na ocasião, a reunião foi suspensa e os trabalhadores não descartaram nova greve.

Durante o encontro, que ainda teve a participação da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e da Procuradoria do MPT, os rodoviários classificaram ‘humilhante’ a proposta oferecida pelo Sindicato das Empresas.

“O Sinetram e a Prefeitura obrigam a categoria a fazer greve com essas propostas. Aumentar R$ 0,60 no vale-refeição e R$ 0,20 no vale-lanche é uma vergonha para a nossa classe”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (STTR), Givancir Oliveira.

Apesar do descontentamento, o Sinetram avalia a proposta cabível. “Por vários momentos estivemos com o acordo fechado e por pequenas razões eles discordaram. O Sinetram está aberto para continuar a discussão na próxima terça-feira (22) para não ter paralisação e o trabalhador não ser prejudicado”, explicou Algacir Gurgacz, presidente do Sinetram.

Segundo Givancir, a proposta ideal consiste em 10% de reajuste, aumento de R$ 12,00 no vale-refeição, R$ 200 reais na cesta básica, além da inclusão na Participação de Lucros e Resultados (PLR) e taxa de insalubridade. Após a reunião ser interrompida, o presidente do Sindicato anunciou a realização de uma assembleia entre os trabalhadores ainda nesta terça.

“Está marcada para hoje (terça-feira) uma assembleia geral para deflagrar a greve para a próxima semana caso o Sinetram e a Prefeitura não melhorem a sua oferta aos trabalhadores, tendo em vista que o que estão oferecendo chega a ser totalmente vergonhoso e imoral”, disse.

Greve ilegal

De acordo com o presidente do Sinetram, os rodoviários alegam que a última greve foi conduzida legalmente, tema esse que causou polêmica e interrompeu a reunião desta terça. “Eles falam que a greve é legal e não podem ser descontados por isso, tanto que esse assunto nem estava na pauta de hoje e ao ser mencionado já fez com que todo o processo de negociação fosse cessado. Eles querem bagunçar a cidade”, disse o presidente.

A Procuradora Chefe do MPT, Alzira Costa, explicou que com relação a última greve foi instaurado um dissídio coletivo a ser decidido pelo poder judiciário. “Já temos uma liminar de abusividade de greve e está sendo aguardada a decisão judicial. Então isso não está passível de ser discutido nessa negociação pois já possui instrumento jurídico instaurado”, afirmou Alzira.