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‘Carona’ confirma alta velocidade de caçamba e diz que desmaiou antes da colisão com coletivo 825

Raimundo Nogueira dos Santos estava como acompanhante na cabine da caçamba durante o acidente com micro-ônibus que deixou 15 vítimas fatais, em Manaus

Raimundo Nogueira, que é motorista de retro-escavadeiram, estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente

(Clóvis Miranda)

O motorista Ozaias Costa de Almeida, 36, estava dirigindo em alta velocidade a caçamba envolvida no acidente com o micro-ônibus 825, que deixou 15 vítimas fatais em um trágico acidente ocorrido na última sexta (28), em Manaus. A informação foi confirmada pelo operador de retro-escavadeira Raimundo Nogueira dos Santos, 46, que estava como carona na caçamba, ao prestar depoimento à polícia nesta quarta-feira (2).

Raimundo disse ao delegado Luiz Humberto Monteiro, titular da Delegacia de Acidentes de Trânsito (Deat), que desmaiou momentos antes da colisão com o micro-ônibus e que não presenciou o momento em que a caçamba invadiu a pista contrária da avenida Djalma Batista e bateu de frente com o coletivo 825. Durante entrevista coletiva na tarde desta quarta, o delegado Monteiro contou o que ouviu de Raimundo.

“Ele disse que quando estavam descendo o Viaduto de Flores (na entrada da avenida Recife), eles pegaram embalo de velocidade e, na hora, havia um carro S-10 na frente e um carro pick up ao lado. A caçamba estava na faixa da direita e, quando foi passar para esquerda, o motorista (Ozaias) bateu no canteiro central. Nessa batida, o Raimundo bateu a cabeça no vidro e desmaiou”, afirmou o delegado.

De acordo com o depoimento do sobrevivente, após bater a cabeça e desmaiar, o “carona” Raimundo não presenciou o percurso anterior à colisão com o micro-ônibus e também não viu o que ocasionou a perda do controle da caçamba até a invasão da pista contrária da Djalma Batista. Raimundo disse também que nem ele nem Ozaias estavam usando cinto de segurança.

Velocidade

Segundo o delegado Luiz Humberto Monteiro, o operador de retro-escavadeira, Raimundo, disse que no momento em que a caçamba descia o Viaduto de Flores, ele teria avisado para Ozaias diminuir a velocidade. “Diminui a velocidade porque não temos que ter pressa. Nosso horário é só às 20h”, teria dito Raimundo a Ozaias. Os dois trabalhavam para empresa Etacom em serviços teceirizados para Prefeitura de Manaus, em obras de calçamento da avenida Djalma Batista.

Sem álcool

Ao delegado Luiz Humberto, Raimundo contou que ele e Ozias não haviam consumido bebida alcoólica antes da colisão, já que estavam a caminho da obra na Djalma Batista, vindos da sede da empresa, na avenida Max Teixeira, Cidade Nova, Zona Norte. Conforme a Polícia Civil, o sobrevivente Raimundo foi submetido a um exame toxicológico para saber se estava sob efeito de bebidas, e o resultado deu negativo.

Percurso

O acidente com o micro-ônibus aconteceu na avenida Djalma Batista, embaixo do viaduto Ayrton Senna, por volta das 19h50. Seguindo o trajeto descrito por Raimundo, antes de chegar ao ponto do trágico acidente, o caminhão caçamba teve que descer o Viaduto de Flores, passar pelo início da avenida Recife (onde houve a colisão com o canteiro central e o desmaio), dobrar a direita para entrar na Djalma Batista e, só então, aconteceu a colisão com o coletivo 825.

Tacógrafo

Segundo informações preliminares dos peritos Ádisson de Jesus e Najara Assis, do Instituto de Criminalística (I.C.) da Polícia Civil, a velocidade da caçamba era entre 80 a 90 km/h no momento da colisão com o micro-ônibus, ou seja, acima do limite de 60 km/h permitido naquele ponto da Djalma Batista.

O laudo do Instituto de Criminalística sobre as causas do acidente e a velocidade exata marcada pelo tacógrafo da caçamba - aparelho que marca velocidade - só será divulgado no final do mês de abril, quando completar o prazo de 30 dias. O material será entregue ao delegado Luiz Humberto, da Deat. Pelas provas coletadas, está descartada a culpabilidade do motorista do micro-ônibus, Robert da Cunha Moraes, 27.