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Suspeito do homicídio do delegado Oscar Cardoso é trazido para Manaus

Messias, que é apontado como um dos autores dos disparos, contou à polícia que apenas dirigia o veículo usado no dia do crime. Ele foi localizado e preso em São Paulo, no dia 23 de maio

Messias Maia Sodré (cinza) foi localizado em São Paulo

Messias Maia Sodré (cinza) foi localizado em São Paulo (Reprodução/Patrulha da Cidade)

Messias Maia Sodré, 30, suspeito de ser um dos executores do delegado Oscar Cardoso, assassinado no dia 9 de março deste ano com mais de 20 tiros, chegou na tarde desta quarta-feira (28) a Manaus. Ele tinha sido localizado e preso em São Paulo na última sexta-feira (23). A operação foi realizada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), junto com o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), da Polícia Civil de São Paulo.

A Polícia Civil estadual apresentou, juntamente com Messias, Diego Bruno de Souza Molde, 26, e Mário Jorge Nobre Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, que já se encontravam detidos. Diego é cunhado de Messias e foi preso no dia 14 de abril pela Força Tática com 12 kg de maconha. No interrogatório feito em São Paulo, Messias entregou a participação do cunhado na morte do delegado Oscar Cardoso.

Conforme Messias contou à autoridade policial, Diego dirigia um Voyage na data do crime, dando apoio ao suspeitos que estavam no Siena. Ainda segundo o depoimento, Diego teria buscado os suspeitos, levado-os até o local do crime e os ajudado na fuga, chegando a inclusive auxiliar Messias a escapar para Belém e, posteriormente, para São Paulo, onde ficou 40 dias livre até ser preso.

Messias disse à Polícia que sua participação no crime foi apenas como motorista do Siena, mas, segundo o delegado Paulo Martins, titular da DEHS, isso é contraditório, pois testemunhas afirmaram que Messias chegou a sair do carro e efetuar disparos contra Oscar.

Paulo afirmou que a Polícia encara as investigações sobre o caso encerradas. Segundo ele, das seis pessoas que eles conseguiram conectar ao crime, três foram as apresentadas hoje; uma, conhecida como "Marcos Pará", ainda está foragida; e duas, Marcos Sampaio de Oliveira e Adriano Corrêa, foram mortas. Ele acredita que as mortes tenham sido arquitetadas pelos associados a João Branco para fins de queima de arquivo.

Vida pregressa

Antes do crime, Messias foi preso pela Polícia Civil em março de 2010 com o caçambeiro Osenir Nascimento dos Santos, de 26 anos; o chapeiro Raimundo Batista da Costa, 24; e a chapeira Cristiane Gonçalves da Cunha, 25, com 20 quilos de cocaína dentro de um laboratório clandestino na rua 13 do Hiléia 2, Zona Centro-Sul de Manaus. Ele foi condenado a cumprir nove anos de prisão. No dia 28 de agosto do ano passado, Messias progrediu de regime e foi para o semiaberto, de onde acabou fugindo.

O crime

Delegado da Polícia Civil do Amazonas e ex-titular da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Oscar Cardoso foi morto no dia 9 de março de 2014 com mais de 20 tiros na rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, na Zona Sul de Manaus. O delegado de 61 anos estava afastado das funções desde outubro de 2013, quando foi preso com mais seis policiais militares na Operação Tribunal de Rua, suspeito de comandar um grupo que praticava crimes como extorsão, sequestro, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa praticados em Manaus.

Na tarde da sua morte, ele estava em uma banca de peixe assado, localizada na mesma rua onde mora, com o neto de um ano e seis meses no colo quando foi surpreendido pela ação dos assassinos. Os atiradores chegaram em um Gran Siena branco, de placas OAB-7782, e pediram que populares se afastarem, além de tiraram a criança do colo da vítima antes de atirarem.

O carro usado pelos atiradores foi encontrado incendiado e abandonado em chamas horas depois do homicídio, em um ramal que liga a alameda Cosme Ferreira com o Parque Mauá, no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus.

*com informações do repórter Jhonny Lima