Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Suspeito de aplicar silicone industrial em pessoas é solto e responderá processo em liberdade

Rui Klinger foi preso na semana passada, acusado de manter uma clínica clandestina no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus

Suspeito responderá processo em liberdade

Suspeito responderá processo em liberdade (Reprodução/TV A Crítica)

Rui Klinger Lima Sampaio, suspeito de manter uma clínica clandestina e aplicar desde anabolizantes a silicone industrial em pessoas, foi solto nesta manhã desta segunda-feira (12), depois de ter a liberdade provisória deferida pela juíza plantonista Anagali Marcon Bertazzo na última sexta-feira (9).

A decisão foi de acordo com o parecer da promotora de Justiça Marcelle Cristine de Figueiredo Arruda, que entendeu que, como Rui "é primário, de bons antecedentes e não integra quadrilha especializada na prática de crimes", não se configuraria os requisitos necessários à prisão preventiva, aquela realizada antes do julgamento.

Ainda em sua decisão, a juíza levou em conta que "o delito a ele imputado foi perpetrado sem violência contra pessoa e não existem nos autos elementos concretamente aptos a demonstrar sua periculosidade social". Ele determinou que Rui fosse solto ante o pagamento de fiança, no valor de R$ 36,2 mil, equivalente a 50 salários mínimos.

No entanto, a Desembargadora Encarnação Sampaio estipulou um novo valor, muito menor do que o previamente estabelecido: R$ 2,1 mil, equivalente a dois salários mínimos. Rui foi liberado pelo advogado de defesa e deve responder as acusações em liberdade. 

O caso

O suspeito, que teria a clínica há mais de dez anos, alegou ter vários clientes, como homens e mulheres, entre eles várias dançarinas de forró. Os produtos eram guardados dentro de uma gaveta e eram aplicados em um cômodo cheio de mofo.

Entre as substâncias comercializadas por Rui estavam medicamentos de uso veterinário e até o Cytotec, um medicamento para aborto. Ele também aplicava o decanato de landrolona, que ele chamava de “deca” e dizia que é um hormônio feminino, bem como um produto referido apenas como “protótipo”, que ele alegava ser um protótipo de vitamina, mas era, na verdade, silicone industrial.

A situação da clínica espantou os fiscais que foram ao local. “Você ter porte de substância anabolizante, hormônio ou medicamento sem registro em território nacional é crime previsto no Código Penal e as irregularidades [nesse caso] são bastante extensas porque trata-se de um crime à saúde pública”, disse Fábio Markendorf, farmacêutico e fiscal de saúde da Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Dvisa/Semsa).

*com informações da TV A CRÍTICA