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Justiça exige fim da greve dos rodoviários e fixa multa de R$ 200 mil se descumprirem ordem

Na manhã desta segunda (7), 100% da frota dos ônibus estavam paralisadas em Manaus. A greve geral, considerada ilegal, prejudicou cerca de 900 mil usuários do transporte

Rodoviários paralisam 100% da frota e prejudicam passageiros neste segunda-feira (7)

Rodoviários paralisam 100% da frota e prejudicam passageiros neste segunda-feira (7) (Divulgação )

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou o cancelamento da greve dos rodoviários de Manaus e o retorno imediato dos trabalhadores ao expediente normal ainda nesta segunda-feira (7). A categoria cruzou os braços e promoveu uma paralisação ilegal de 100% da frota de ônibus ao longo de todo o dia.

O presidente do TRT da 11ª Região, desembargador David Alves Mello, emitiu a decisão no final desta tarde, e também fixou multa diária de R$ 200 mil ao Sindicato dos Rodoviários (STTRM) caso descumpra a determinação. Antes, esse valor era de R$ 100 mil, mas após petição entregue pela Prefeitura de Manaus, a Justiça alterou a quantia da multa.

O novo valor da multa vale a partir desta terça (8), caso a greve continue. Entretanto, para a paralisação desta segunda, será aplicado o valor antigo, de R$ 100 mil. A prefeitura havia entregado ao TRT, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), uma petição pedindo aumento da multa para R$ 1 milhão.

Sem greve

O vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, recebeu a decisão da Justiça e afirmou que nesta terça (8) não está previsto nova paralisação. "É uma decisão esdrúxula, que retira o direito constitucional da greve. Vamos recorrer da decisão e provar que cumprimos tudo o que tinha que ser feito pelo Sindicato. Porém, amanhã não haverá greve. Iremos comunicar os trabalhadores sobre a decisão do Tribunal a partir das 3h da manhã, nas garagens", informou.

Ilegal

A paralisação dos coletivos foi ilegal porque descumpriu uma decisão do próprio TRT para que a greve fosse de 30% da frota dos horários de pico, entre 6h às 9h, das 11h às 13h, e das 17h às 20h. Ou seja, a decisão da Justiça era que 70% da frota estivessem circulando, mas não foi isso que aconteceu. Até o final desta noite, a greve continuou, mas não com 100% da frota.

Exigências

Na greve, os rodoviários reivindicaram aumento salarial, participação de lucros e resultados, taxa de insalubridade, dissídio coletivo, fundo de garantia, mudanças no plano de saúde – que passaria a incluir mais um dependente, a remuneração por horas extras no lugar do banco de horas, e a retirada de uma financeira que atua na empresa Líder, que estaria cobrando juros excessivos dos trabalhadores.