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TRT decide sobre multa de R$ 1 milhão em caso de greve ilegal do Sindicato dos Rodoviários

Na manhã desta segunda-feira, em Manaus, 100% da frota dos ônibus estavam paralisadas. A greve geral, considerada ilegal pela Justiça, prejudicou os usuários do transporte

Rodoviários paralisam 100% da frota e prejudicam passageiros neste segunda-feira (7)

Rodoviários paralisaram 100% da frota e prejudicam passageiros nesta segunda-feira (7) (Divulgação )

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), David Melo, deve decidir até o final da tarde desta segunda (7) se determinará a aplicação de multa diária de R$ 1 milhão ao Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus pela greve geral dos ônibus ocorrida na manhã desta segunda-feira em Manaus.

A paralisação dos coletivos foi ilegal porque descumpriu uma decisão do próprio TRT para que a greve desta segunda-feira fosse de 30% da frota dos horários de pico, entre 6h às 9h, das 11h às 13h, e das 17h às 20h. Ou seja, a decisão da Justiça era que 70% da frota estivessem circulando. Entretanto, a greve nesta segunda foi de 100%.

O pedido para que o Sindicato dos Rodoviários pague R$ 1 milhão foi feito pela Prefeitura de Manaus, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM). “Pedimos a ilegalidade da greve, o retorno imediato dos rodoviários ao trabalho e a ampliação da multa para R$ 1 milhão, devido à abusividade da paralisação”, destacou o prefeito.

Atualmente, o valor da multa determinado pelo TRT em caso de greve ilegal dos ônibus é de R$ 100 mil por dia. Segundo a Prefeitura de Manaus, 900 mil usuários do transporte foram prejudicados com a greve desta segunda, um movimento considerado como político pelo prefeito Artur Neto.

Exigências

Os rodoviários de Manaus reivindicam, com a greve, aumento salarial, participação de lucros e resultados, taxa de insalubridade, dissídio coletivo, fundo de garantia, mudanças no plano de saúde – que passaria a incluir mais um dependente, a remuneração por horas extras no lugar do banco de horas, e a retirada de uma financeira que atua na empresa Líder, que estaria cobrando juros excessivos dos trabalhadores.

Reajuste

O prefeito anunciou que garantirá o reajuste de salário aos trabalhadores do transporte rodoviário, mas não de 20%, porque estaria acima da inflação. “Os rodoviários não querem perder o poder de compra e isso eu vou garantir, mas é impossível exigir 20% de reajuste, acima até da inflação que ultrapassará os 6%”, disse.

Segundo a prefeitura, o salário dos rodoviários é de responsabilidade das empresas do sistema de transporte que deverão conceder o dissídio coletivo, previsto para o mês de maio, sem que isso interfira no valor da tarifa. “Vou reajustar os salários dos rodoviários sem aumentar a tarifa, ao contrário do que se tem feito em outras cidades. É possível fazer”, afirmou Neto.

Governador

O governador José Melo afirmou, em nota, reconhecer o direito democrático à greve dos rodoviários, e disse estar disposto em resolver o problema. “Da minha parte, como governador, vou assegurar que isso ocorra num clima de paz. Eu saberei dar as ordens certas, na hora certa, para que isso não chegue a uma situação extrema ou que possa prejudicar outros serviços essenciais”.