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Negociação sobre reajuste dos rodoviários termina sem acordo em audiência com o Sinetram

O Sinetram fez uma proposta de 7% de reajuste salarial, mas rodoviários recusaram. Sem um acordo firmado o dissídio coletivo aguarda o julgamento

Audiência aconteceu na sede do MPT, em Manaus

Audiência aconteceu na sede do MPT, em Manaus (Divulgação/ Assessoria)

Em uma audiência judicial de conciliação realizada na tarde quarta-feira (11) para tratar do dissídio coletivo do categoria dos rodoviários, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, terminou sem acordo. O principal ponto divergente entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) foi com relação ao pagamento do adicional de insalubridade aos motoristas e cobradores.

Durante a audiência, o Sinetram alegou a necessidade de realização de um estudo técnico que comprove a conveniência do pagamento de adicional de insalubridade, porém os representantes do Sindicato não aceitaram a proposta. Segundo o presidente do STTRM, Givancir de Oliveira, não existe essa necessidade, pois “é uma unanimidade nas decisões do Tribunal Superior que há insalubridade, o Sinetram quer fazer o estudo para driblar a Lei”, afirmou.

O Sinetram fez uma proposta de 7% de reajuste salarial e manteve os R$ 195 na cesta básica, R$ 11 no tíquete refeição e R$ 3,50 no lanche, mas os sindicalistas não aceitaram a proposta. Para não prejudicar os trabalhadores, o Sinetram enviou um documento ao TRT para que a proposta de 6% de reajuste fosse mantida até o julgamento do dissídio, sem data marcada.

MPT frustrado

Segundo a procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho da 11ª Região, Alzira Melo Costa, quando se frustra um acordo, amplia-se de maneira significativa a probabilidade da ocorrência de greve, seja ela legal ou ilegal. “O que está em jogo não é só o direito dos trabalhadores, mas os interesses de toda a sociedade manauara de ter o direito fundamental de ir e vir. Além de todo o prejuízo econômico e social que uma greve repercute não só aos usuários do sistema de transporte coletivo, mas no comércio, indústria, entre outros”, ponderou.

Alzira Costa acrescentou ainda sobre o sentimento de frustração por tantas tentativas em que não houve um consenso. “O que se espera na Justiça do Trabalho é que valha o principio da conciliação a qualquer tempo e o que se vê são entraves de ambas as partes”, finalizou a procuradora.

Sem um acordo firmado o dissídio coletivo aguarda o julgamento.