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Trabalhadores da Arena da Amazônia protestam contra trabalho extenuante

Operários cruzaram os braços nesta segunda (16), protestando contra a carga de 60 horas semanais e a falta de segurança na obra

Operários #1

Os mais de 1,7 mil operários que trabalham na construção da Arena da Amazônia devem manter a paralisação nesta terça (Lucas Silva)

O trabalho normal na Arena da Amazônia Vivaldo Lima não tem previsão para ser retomado. A obra está parada deste o último domingo (15) depois que a Justiça do Trabalho determinou a interdição imediata dos serviços, em altura superior a dois metros, motivada pela morte de um operário no estádio e outro no Centro de Convenções do Amazonas 

Nesta segunda (16), nenhum serviço foi realizado na arena, conforme o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM). No final da tarde, contudo, a Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa) divulgou nota contestando o sindicato e garantindo que a obra seguiu no ritmo estabelecido pela Justiça do Trabalho.

Apesar da interdição da Justiça do Trabalho se limitar à cobertura da arena, uma boa parte dos 1,7 mil operários cruzaram os braços do lado de fora da arena em protesto contra a falta de segurança, além de salários atrasados e excesso de horas extras. Os trabalhadores afirmaram que estão sendo obrigados pela Construtora Andrade Gutierrez S/A a trabalhar até 12 horas diárias e 60 semanais, em desacordo com as leis trabalhistas.

Procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) realizaram, ontem, uma vistoria no estádio durante todo o dia. O objetivo foi verificar se direitos trabalhistas e as condições de segurança dos operários estão sendo cumpridas. Houve confusão por volta das 6h30, hora que os funcionários deveriam começar o primeiro turno de trabalho. Eles se recusaram a entrar, mas segundo o presidente do Sintracomec-AM, Cícero Custódio, foram obrigados pelos seguranças da empresa a bater o ponto. Houve confusão e um operário ficou ferido, depois de ter a mão imprensada contra uma porta.

Dezenas de operários, dentro e fora da arena, gritaram fazendo críticas às condições de trabalho extenuantes a que são submetidos. Segundo o encanador Rosinaldo de Sá Batista, 27, a construtora está pressionando os operários a cumprir horas extras. “Se não fizer, vai para a rua. A empresa pressiona para fazer hora extra, mas pagar que é bom, nada. Tenho três sábados de horas extras e um feriado para receber e até agora não recebi. Hoje (segunda), na greve, nossos encarregados estão marcando quem está de greve para mandar demitir depois. Temos que parar, sim, para chamar atenção e dar segurança pra gente”, disse.

Segundo Custódio, a pressão aos funcionários se intensificou nas últimas semanas. Ele acredita que a empresa está ditando o novo ritmo de trabalho, descumprindo a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), para que a Arena da Amazônia seja finalizada até janeiro de 2014. A entrega estava prevista para o próximo sábado, mas foi adiada.