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Antes de ser baleado e morto, homem é perseguido e pede ajuda em delegacia de Manaus

Dupla em motocicleta já rondava casa da vítima, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste. Homem tinha envolvimento com tráfico, mas também acusava na Justiça dois policiais por crime de extorsão

Vítima foi perseguida pelas ruas do bairro Colônia Antônio Aleixo até ser alvejada

Vítima foi perseguida pelas ruas do bairro Colônia Antônio Aleixo até ser alvejada (Winnetou Almeida)

Carlos Alexandre Lopes da Costa, 33, morreu na noite desta quinta-feira (28), em Manaus, após ser alvejado com um tiro nas costas que atravessou o tórax e um tiro na perna. Ele foi perseguido por dupla armada que estava em uma motocicleta antes de ser morto, e correu para frente do 29º Distrito Integrado de Polícia para pedir ajuda, porém morreu no hospital.

Por volta das 20h, moradores da rua Francisco de Abreu, na Colônia Antônio Aleixo, e também funcionários do 29º DIP, perceberam quando Carlos caiu no chão de uma praça em frente à delegacia. Ele pedia ajuda após ser baleado e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Antes disso, por volta das 19h30, Carlos havia saído de casa e percebeu a presença dos assassinos. Vizinhos dele avisaram a família que dois homens em uma moto não identificada rondavam a casa, supostamente à procura de Carlos. A família confirmou que Carlos havia se envolvido com tráfico de drogas há sete anos e suspeita da morte por acerto de contas.

Carlos foi perseguido por algumas ruas antes de ser alvejado e cair em frente ao DIP. Após ser socorrido, ele foi levado para o Hospital Chapot Presvot e depois para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, onde foi a óbito às 22h. Até o momento, não há suspeitos de quem tenha assassinado Carlos.

Suspeitas

No site do Tribunal de Justiça do Amazonas, o nome de Carlos aparece citado em dois processos, um onde ele é acusado de cometer tráfico de drogas em outubro de 2011, e outro onde ele é a vítima e acusa dois policiais de extravio, sonegação ou inutilização de documentos, situação ocorrida em fevereiro de 2011.

Nesse segundo caso, os policiais Antônio Carlos Moraes Silva e Jardel Seixas Ribeiro são acusados de sequestrar e tentar extorquir R$ 5 mil de Carlos para não forjassem flagrante contra ele pelo crime de tráfico de drogas. Os dois processos ainda não foram julgados. O assassinato de Carlos está sendo investigado na Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS).

*Com informações da repórter Girlene Medeiros