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Ambulantes driblam fiscalização e vendem produtos ilegais nas ruas e calçadas do Centro de Manaus

Fugindo dos fiscais da prefeitura, vendedores comercializam produtos ilegais utilizando espaço das ruas e das calçadas

Pirataria [Centro de Manaus]

Na rua Quintino Bocaiúva, vendedor ambulante usa carrinho de mão para expor produtos, que são imediatamente ‘retirados de circulação’ quando chega a informação de que fiscais estão por perto (Erica Melo)

Quem vai ao Centro de Manaus tem à disposição mais de quatro mil camelôs vendendo de tudo. Mas em algumas ruas não se vê somente as bancas que tem autorização da prefeitura para a atividade comercial. Quando não estão “escondidos”, vendedores estão usando artimanhas para driblar a fiscalização e vender desde roupas até perfumes falsificados

Na rua Quintino Bocaiúva, por exemplo, eles arrumam no chão, em cima de pedaços de papelão, as mercadorias à venda, a maioria camisas de marca falsificadas e bermudas.

Só estavam ali porque não havia indícios de que fiscais da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) estivessem por perto. Caso contrário, os vendedores estariam “entocados”, como dizem, esperando que a fiscalização vá embora para colocar novamente as mercadorias no chão.

Sem se identificar, um desses vendedores disse que trabalha assim há sete anos. Durante este tempo, foi pego somente uma vez pela fiscalização e teve as mercadorias apreendidas. “Quando eles aparecem, a gente recolhe tudo e se entoca ou vamos para outra rua”, revelou o rapaz. A Sempab admite que o número de fiscais que disponibiliza para coibir a presença desses vendedores no Centro é insuficiente. São apenas 20.

Na rua Marechal Deodoro, um dos pontos mais movimentados do Centro,  vendedores sem autorização se misturam às lojas e bancas de camelôs. Perfumes falsificados ficam à disposição dos consumidores em carrinhos de mão. Um dos vendedores, que preferiu não se identificar, disse que trabalha assim há um ano e que também foi pego uma vez pela fiscalização. A estratégia usada é a mesma: quando são avisados que os fiscais da Sempab estão por perto, dão um jeito de esconder as mercadorias. Ele não revela quem os ajuda a escondê-las.

Se as mercadorias não estão em cima de pedaços de papelão ou em carrinhos de mão, estão dentro de sacolas grandes ou de caixas de papelão para facilitar a “fuga” quando a fiscalização aparece.

Pedestres prejudicados
Questionados se a presença dos ambulantes que vendem no chão causa incômodo, poucos camelôs disseram à reportagem que sim. Os vendedores autorizados pela prefeitura dizem que não interferem muito porque os preços dos produtos são os mesmos e a concorrência não é desleal.

A maioria das reclamações contra os ambulantes irregulares vem dos pedestres, que têm de se desdobrar para caminhar livremente nas ruas do Centro. A industriária Raquel Gonçalves, 41, disse que os carrinhos de mão que ficam posicionados na rua Marechal Deodoro acabam atrapalhando, sim, a circulação de pedestres. “Não adianta os lojistas retirarem os produtos deles da calçada e esses carrinhos de mão ficarem bem no meio da passagem”, reclamou Raquel.

A aposentada Eleonor Farias, 58, disse que, em outros pontos, as mercadorias colocadas no chão também atrapalham a circulação dos pedestres. “Falta conscientizá-los que calçada é do pedestre”, falou.

Fiscalização
A Sempab orienta esses vendedores para que não permaneçam no Centro, mas eles resistem. Os 20 fiscais do órgão são divididos em dois turnos. O órgão também disse que conta com o apoio da Secretaria Municipal do Centro (Semc) para realizar ações na área central e retirá-los. Os produtos piratas que são apreendidos pela fiscalização são descartados.