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Violência no trânsito: apenas seis bafômetros em Manaus

Equipamentos utilizados para aferir embriaguez estão em manutenção e, há um mês, esse é o quantitativo em operação na cidade

Detran-AM defende que delegacias tenham seu próprio equipamento para os casos encaminhados pela Polícia Militar

Detran-AM defende que delegacias tenham seu próprio equipamento para os casos encaminhados pela Polícia Militar (Arquivo/ AC)

Desde o mês de dezembro do ano passado, as blitze de trânsito realizadas na cidade que hoje tem uma frota de aproximadamente 720 mil veículos contam apenas com seis aparelhos de bafômetro. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), o órgão tem 18 aparelhos, mas 12 foram enviados ao fabricante e ao Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem) para manutenção no final do ano passado e ainda não retornaram.

O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) do Amazonas que realiza testes com bafômetro possuí cinco aparelhos que também foram enviados para a manutenção anual.

De acordo com a tenente do BPtran, Ana Geise, as fiscalizações continuam ocorrendo utilizando os bafômetros emprestados pelo Detran. A tenente atribui à falta de comunicação e de informação do policial, a peregrinação que ele teve que fazer no final de semana, junto às instituições de trânsito, para conseguir um bafômetro e testar o condutor Manoel Benvindo Pinheiro Neto, 26, que atropelou Maísa Sousa da Silva, 32, internada em estado grave e sem uma das pernas. Ela ainda corre o risco de perder a perna direita.

Para o major Nero Marinho dos Santos, diretor técnico do Detran-AM, o teste do bafômetro é extremamente importante, porém, para responder criminalmente como no caso do condutor Manoel Benvindo, testemunhas, filmagens, até mesmo um exame de sangue podem ser usados como prova.

Em nota, o Detran-AM explicou que acredita que o policial que coordenou a ocorrência tenha sido induzido ao erro, por ter consultado apenas o segurança que estava de plantão na sede órgão, pessoa não habilitada para prestar informações sobre a disponibilidade de equipamentos do Detran-AM.

Segundo o major Nero Marinho, o número de aparelhos têm sido suficiente para atender a demanda da cidade, pois quando a nova direção do órgão assumiu no ano passado existiam apenas quatro aparelhos. Na opinião dele, as delegacias deveriam também dispor de bafômetros para os casos encaminhados pela Polícia Militar.

A manutenção dos bafômetros custa, em média, R$ 8 mil. Segundo informações do major, ela acontece anualmente e precisou ser realizada nesse período por que alguns aparelhos já estavam contaminados, podendo gerar contestações. “Todos os anos ou a cada dois anos é preciso realizar essa manutenção”, disso o major. Segundo ele, os seis que estão normais estão em pleno funcionamento e dependendo da demanda, as fiscalizações ocorrem em qualquer dia da semana. Até dezembro, o Detran autuou 1 mil condutores que estavam dirigindo embriagados. O número é 2% menor que em 2012, quando foram autuados 1,5 mil motoristas.