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Vítimas do descaso correm risco todo dia

Moradores de todas as zonas da cidade enfrentam o perigo das pontes de madeira sem manutenção

Moradores se arriscam diariamente para atravessar os 30 metros da ponte do Aterro, que liga o bairro da Raiz ao Educandos

Moradores se arriscam diariamente para atravessar os 30 metros da ponte do Aterro, que liga o bairro da Raiz ao Educandos (Luiz Vasconcelos)

Diariamente, moradores de todas as zonas de Manaus enfrentam o perigo e o medo para atravessarem pontes de madeira que, na maioria das vezes, encontram-se em situação de abandono. Nos bairros periféricos da cidade, é a população que precisa cuidar da manutenção dessas pontes para poder fazer a travessia.

No conjunto Riacho Doce, bairro Cidade Nova, Zona Norte, o problema é comum. Duas pontes, próximas uma da outra, ainda existem por insistência dos moradores. Sem corrimão e esburacadas, já causaram inúmeros acidentes. A dona de casa Lane Paulino, 46, conta que, todos os dias, enfrenta o perigo da travessia para passar com a mãe, que é cadeirante. “Para eu atravessar com a minha mãe aí, eu preciso pedir pros vizinhos carregarem ela (sic)”, contou.

No beco do Aterro, bairro Betânia, Zona Centro-Sul, a aflição se estende por mais de 30 metros. Na ponte do Aterro, que liga o bairro da Betânia ao Educandos, a travessia é um teste de sobrevivência. Moradores contam que, só no ano passado, a ponte desabou dez vezes, número que é menor que a quantidade de pessoas que caíram dela. “Como você pode ver, mulheres grávidas e crianças precisam passar por aí todos os dias. A ponte balança e só falta cair quando a gente chega no meio dela. E já foi pior, de vez em quando a gente faz uma ‘intera’ aqui pra comprar tábua  pra pregar onde solta. Essa ponte nunca foi reformada, e olha que a gente já pediu pra prefeitura vir aqui”, disse o autônomo Roni Cordeiro, 34.

Já na ponte do Jacarezinho, no conjunto Novo Horizonte, bairro Parque 10, Zona Centro-Sul, que liga um pedaço da rua 4 à outra parte, a reclamação já passa dos 15 anos, mas dessa vez é diferente. Lá, eles apelam para uma “emenda” na ponte que liga a rua ao final dela, uma vez que o espaço que as divide é menor que quatro metros. Mas, segundo os moradores, a prefeitura alega não ter recursos para a obra. “Todos nós pagamos IPTU aqui nessa rua e a prefeitura diz que não tem verba pra fazer uma emenda aqui”, declarou o aposentado Alfredo Maia, 70.

Lixo é um problema a mais na rua

Mais do que perigo de acidentes e o descaso do poder público, as pontes precárias escondem uma ameaça à saúde: a grande quantidade de lixo jogado pelos próprios moradores.

A irresponsabilidade, tanto da população, quanto da Prefeitura de Manaus, gera uma série de consequências negativas para os moradores. Em dias de chuva, por exemplo, os igarapés alagam e o lixo que se acumula sob as pontes invade as casas, obrigando os moradores do local a conviver com o risco de doenças e a suportar o mau cheiro que invade as residências.

A prefeitura acusa os próprios moradores de serem culpados por estarem na situação que estão alegando que eles jogam o lixo no igarapé. Já a população alega que, por não ter o serviço de limpeza pública regular, são levados a contribuir para a sujeira dos igarapés, que viraram um “lixão” a céu aberto.