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Viúva do delegado Oscar Cardoso, executado a tiros, garante que já perdoou os assassinos do marido

Ela falou com exclusividade para A CRÍTICA  sobre a família, a fé que tem em Deus e da vida que durou 28 anos ao lado de Oscar

Viúva do delegado de Polícia Civil Oscar Cardoso garante que já perdoou os assassinos do marido

Viúva do delegado de Polícia Civil Oscar Cardoso garante que já perdoou os assassinos do marido (Antonio Menezes)

“Quem fez isso com o meu marido? Eu não quero saber. Eles  (os criminosos) já têm o nosso perdão. Falo isso do fundo do meu coração. Desejo que eles encontrem a paz como nós encontramos.” A frase é da assistente social Nazaré Cardoso, 48, viúva do delegado de Polícia Civil Oscar Cardoso Filho, 61, executado a tiros no domingo passado. Ela falou com exclusividade para A CRÍTICA  sobre a família, a fé que tem em Deus e da vida que durou 28 anos ao lado de Oscar.

Nazaré continua residindo na mesma casa, localizada no bairro de São Francisco, Zona Sul, onde morava com o delegado, havia mais de 28 anos e onde também guarda todas as condecorações que ele recebeu pelos trabalhos de destaque que fez como delegado, assim como os diplomas, ofícios, e demais documentos de agradecimento e reconhecimento.

De acordo com a assistente social, no momento não existem planos para mudar de endereço. Ela e os filhos estão em paz e não estão sofrendo nenhuma ameaça.

Quanto a viatura com policiais fortemente armados que, desde o dia que o marido foi assassinado, estava parada próximo de sua casa, a viúva explicou que o fato é porque seu filho mais velho é oficial da Polícia Militar.

Ameaças

Dias antes de ser assassinado, o delegado Oscar Cardoso esteve no Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas e confidenciou para alguns colegas que estava com medo por estar recebendo ameaças de morte. Ele manifestou o desejo de ser transferido para uma cidade do interior do Estado, se fosse possível para um dos mais longe da capital.

Entranto, a mulher do delegado disse que seu marido não estava sendo ameaçado de morte por ninguém. “Isso que andam dizendo por aí é mentira. Se ele tivesse recebido algum tipo de ameaça teria falado pra mim, e ele não fez isso”, disse Nazaré. Segundo ela, ele realmente pretendia trabalhar no interior, mas em um município próximo.

O desejo de ser transferido, segundo a explicação da viúva,  era por conta da gratificação da titularidade de uma delegacia no interior que é de R$ 4 mil. Como estava tendo muitas despesas com advogados  para provar que era inocente das acusações de extorsão, Oscar tinha pretenções em ser o delegado do municio do Careiro.

Nazaré fez questão de ressaltar que, para ela e os filhos, o caso da morte de Oscar está encerrado. Eles não querem saber quem foram os assassinos do delegado e nunca pensaram em vingança. Ainda segundo ela,  Cardoso eram um homem de paz e não gostaria que alguém agisse com violência. Ele estava provando a inocência dele.

“Se eu um dia eu ficasse frente a frente com eles (os assassinos), pediria que procurassem Deus todos os dias para terem paz”.

Nazaré afirmou que jamais irá a Secretaria de Segurança ou a Delegacia Geral da Polícia Civil para cobrar a prisão dos assassinos do marido. Ela disse que ainda chora a morte do marido, sente falta dele, mas ao mesmo tempo consegue agradecer a Deus pela família.

“Apesar dele estar fazendo muita falta porque era um grande homem, honrado, trabalhador, honesto, não me importa o que o mundo fala, esta casa está cheia de paz e de amor como sempre foi,” declarou.

A força para superar a dor e ainda ajudar os filhos vem da fé que tem em Deus. Católica praticante, ela diz que desde quando casou com o delegado, há 28 anos, vai as missas todos os domingos. Depois da morte do marido, vem realizando reuniões de oração em sua casa.