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Monumentos têm significados desconhecidos pela população

Obras construídas pelo Poder Público costumeiramente não trazem placas informativas. Com a falta de identificação, habitantes interpretam construções de formas diferentes 

Projeto inicial da rotatória do Mindu previa calçamento, luminárias e, no centro, um monumento imitando a metade de um globo com uma árvore no meio

Projeto inicial da rotatória do Mindu previa calçamento, luminárias e, no centro, um monumento imitando a metade de um globo com uma árvore no meio (Euzivaldo Queiroz/AC)

Cercados pelo vai e vem de pessoas e do intenso fluxo de veículos, é curioso que alguns monumentos em Manaus chamam a atenção da população ao mesmo tempo em que suas histórias são desconhecidas.

É certo que monumentos são construídos para relembrar acontecimentos importantes, homenagear figuras ilustres ou para manter laços com a história do passado.

Porém, as origens, significados e valores de algumas dessas obras construídas em alguns pontos de Manaus perderam o sentido porque a população não tem acesso a informações sobre elas.

Exemplo disso é o monumento situado na rotatória do Mindu, bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul. Desde que foi inaugurado, em 2012, muitas pessoas ainda estão sem entender o projeto arquitetônico elaborado pela gestão municipal anterior. A obra chegou até mesmo a ser alvo de críticas e sátiras com conotação sexual nas redes sociais.

O projeto inicial que foi apresentado previa a construção de um monumento em homenagem ao parque municipal do Mindu, vizinho à rotatória. Ele teria jardim com calçamento, luminárias e, no centro, um monumento como se fosse a metade de um globo com uma árvore no meio, cercado por um espelho d´água.

Mas o que acabou sendo colocado no lugar foi uma haste, no formato de canhão, que deveria dar origem a uma cortina d’água. “Não dá pra dizer que isso homenageia o parque do Mindu”, comenta o vendedor Fernando Maciel, 30. A aposentada Rosalice Fernandes, 59, moradora do bairro, também considera o monumento uma obra sem valor histórico.

“A única coisa que o povo lembra é que foi um monumento de mau gosto escolhido pelo ex-prefeito”, disse. No local, não há informações sobre o que a obra representa e nem mesmo a autoria do projeto.

Na placa de inauguração há somente a informação de que a obra é resultado de uma medida compensatória e que foi inaugurada em dezembro de 2012 na gestão de Amazonino Mendes e de Manoel Ribeiro, ex-diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Ausência de placas e informações

Algumas pessoas não demoraram a imaginar que o monumento construído sobre o igarapé do Franco, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, seria um alicate, enquanto que a ideia é simbolizar a ponte Rio Negro.

No local também não há nenhuma placa com informações sobre o monumento. “Muitos turistas procuram pelas placas dos monumentos para saber o que representam. Mas esse chama atenção mesmo só pelo tamanho, porque está abandonado e sem nenhum atrativo”, comentou o estudante de Turismo, Gabriel Moreira, 23.

Na avenida São Jorge, muitas pessoas também passam pelo monumento em homenagem à Tenente do Exército Roxana Pereira Bonessi Cohen sem saber a história que ele guarda. E o monumento foi construído pelo pai para que a história não fosse esquecida.

“Ainda não tinha ouvido falar sobre essa homenagem apesar de passar muito por aqui. Mas é porque não tem informações e pouco se fala hoje em dia sobre o fato que levou à homenagem”, disse a estudante Juliana Melo, 19.