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Com três anos de atraso, licitação para o Zona Azul será só em abril

Processo de licitação para novo sistema de estacionamento no Centro de Manaus terá continuidade somente se nenhuma das concorrentes tiver dúvidas sobre o processo

Aproximadamente 600 pessoas trabalham como " flanelinhas" no Centro

Mais de 600 pessoas trabalham como "flanelinhas" no Centro de Manaus (Luiz Vasconcelos)

A nova data da licitação para a escolha da empresa que gerenciará o sistema de estacionamento rotativo Zona Azul, no Centro, só será definida no próximo dia quatro de abril. A data marcará a abertura dos envelopes com as propostas dos interessados em concorrer ao processo para que a Comissão de Licitação do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) verifique se as empresas apresentarão contestação ao processo.

O procedimento deveria ter sido realizado no dia 15 de janeiro, mas foi suspenso porque alguns interessados em implantar o sistema pediram esclarecimentos ao Manaustrans sobre pontos do edital que julgaram não estar claros.

Segundo o Manaustrans, o edital foi republicado e novas empresas interessadas no sistema estão se candidatando, apresentando propostas. Contudo, a nova data da licitação pode demorar, uma vez que, se alguma empresa pedir esclarecimentos complementares sobre como o Zona Azul será operado, o processo será revisado e novas informações serão prestadas, prolongando a definição que quem terá a gestão do sistema.

Flanelinhas dominam

Enquanto a licitação não avança, as vagas de estacionamento nas ruas do Centro continuam sendo exploradas por flanelinhas. Eles lotearam o espaço público com linhas invisíveis, que se tornam evidentes quando um “invade” o espaço considerado propriedade de outro na disputa pela vaga do carro que vai estacionar.

Na avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, via no Centro que concentra o maior número de flanelinhas, cerca de 300, a cobrança ilegal ao condutor é realizada sem qualquer intervenção do poder público. Os camelôs foram retirados da avenida, mas alguns trechos da calçada onde eles ficavam passaram a ser ocupados por cones e baldes que os flanelinhas usam para lavar carros.

“É um absurdo. Se você não paga eles te agridem com palavras e chegam a ameaçar. É constrangedor. Pagamos tantos impostos e não podemos nem estacionar na rua que é pública porque são dominadas por flanelinhas, principalmente no Centro”, disse a técnica em enfermagem Clarice Pinheiro, 33.

Para o bancário Douglas Silva, 28, a atitude dos flanelinhas é “extorsão”. “Passou da hora da Prefeitura de Manaus resolver isso. Se não existe profissão de flanelinha, a cobrança que eles fazem é ilegal. Vivemos uma extorsão diária no Centro e nenhuma autoridade faz nada”, desabafou.

Estacionamentos cobram caro

A licitação para a implantação do projeto Zona Azul está atrasada três anos. O projeto da Prefeitura de Manaus para facilitar o estacionamento no Centro foi apresentado em março de 2011 com a promessa de implantação até dezembro do mesmo ano. A publicação do edital de licitação foi adiada para janeiro de 2012 devido a necessidade de ajustes no texto do edital e se arrasta até hoje.

Enquanto o sistema não começa a operar quem prefere evitar a ação de flanelinhas sofre com os preços dos estacionamentos privados no Centro. Os donos de estacionamentos rotativos cobram R$ 2,50 de 1 a 15 minutos e R$ 10 por uma hora com adicional de R$ 2,50 por hora complementar.

Em contrapartida, o estacionamento rotativo na área de abrangência do Zona Azul custará R$ 2,30 e R$ 2,80 por hora. O condutor poderá deixar o veículos na vaga do Zona Azul por no máximo três horas. Quem passar do período ou não tiver crédito para pagar o estacionamento poderá ser multado.

A empresa terá concessão para administração do Zona Azul por dez anos, a partir da assinatura do contrato com o município. A vencedora da licitação não será responsável por possíveis danos e até furtos aos veículos que estacionaram nas vagas do Zona Azul.

Eletrônico

O sistema do Zona Azul deve ser totalmente eletrônico a fim de evitar fraudes. Ele prevê que os condutores terão que adquirir um cartão magnético e créditos para serem usados em uma máquina que calculará o tempo de permanência na vaga.